De acordo com o secretário-geral
do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello, a presidente do STF, Cármen Lúcia,
agendou decisão para quarta
O plenário do Supremo Tribunal
Federal (STF) deve analisar nesta quarta-feira a decisão liminar do
ministro da corte Marco Aurélio Mello de afastar o presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), depois que o senador for notificado oficialmente
nesta terça no Congresso.
De acordo com o secretário-geral
do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello, a presidente do STF, Cármen
Lúcia, agendou para quarta-feira a análise pelo plenário da corte da decisão
liminar. Segundo a assessoria de imprensa do Supremo, a liminar que afasta
Renan do cargo de presidente do Senado ainda não constava na pauta do plenário
na manhã desta terça-feira,
Renan será notificado da decisão
do ministro do STF às 11h desta terça-feira na presidência do
Senado. Ao ser notificado, ele vira presidente afastado, e o petista Jorge
Viana (AC), primeiro vice-presidente da Casa, assumirá o comando do Senado.
Viana, cujo partido se opõe à
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos — em
tramitação no Senado e prioritária para o governo do presidente Michel Temer –,
disse que foi surpreendido com a decisão do STF e ainda vai avaliar o que fazer
caso assuma de fato a presidência da Casa.
Segundo ele, a situação é “muito
grave” do ponto de vista institucional. “Se eu assumir a presidência do
Senado vou ter que ver o que fazer diante do calendário que nós temos e do
tempo que temos até o recesso. Mas eu não vou antecipar nada antes que isso
aconteça. O momento é gravíssimo, não podemos de jeito nenhum nos
precipitarmos. A crise política se intensifica”, disse Viana a repórteres na
noite de segunda-feira.
Apesar do cenário turbulento, o
líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que o
calendário de votações no Senado, inclusive a data de análise da PEC, está
mantido e fez elogios a Viana. Para o líder, o petista é “trabalhador”, “íntegro”
e “comprometido com o país”.
O ministro Marco Aurélio afastou Renan ao
conceder liminar atendendo a pedido feito pela Rede no processo em que o
partido argumenta que réus não podem estar na linha sucessória da Presidência
da República.
(Com agência Reuters)

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