Secretaria de Estado de Fazenda
divulgou, nesta quinta (22), o novo calendário de pagamentos para os que ainda
não receberam os salários de novembro.
Servidores do estado do Rio de
Janeiro realizam um protestam, na Zona Sul do Rio, na manhã desta sexta (23),
contra o não pagamento dos salários e do décimo-terceiro. Eles começaram a se
concentrar, por volta das 10h, no Largo do Machado, e às 11h partiram em uma
caminhada em direção ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, onde, segundo eles,
será realizada a "Ceia da Miséria".
Os servidores receberão o salário
de novembro parcelado em nove vezes e as duas parcelas que seriam pagas até o
fim do ano foram suspensas devido a um novo bloqueio nas contas do estado.
"A gente não pode confiar
nesse calendário maluco do governo. O Natal vai ser com fome mesmo. Vamos fazer
a ceia com pão e água lá na porta do palácio.", disse Anibal Santos,
suboficial do corpo de bombeiro.
"Não acredito em mais nada!
Não contamos mais com esse calendário. Eles querem é que a gente infarte de
raiva e morra para não ter que pagar nada. Agora ficar contando que será pago
na nova data estipulada ? Eu não conto!", criticou a servidora Rosa Maria.
Mais cedo, um grupo de
funcionários da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), fez um
protesto, em frente ao prédio aonde mora do governador Luiz Fernando Pezão.
Eles estenderam uma faixa na rua e
fizeram muito barulho. Eles chegaram a deitar no chão para protestar contra o
não pagamento dos salários e a falta de recursos para a universidade. O governo
do estado não quis comentar a manifestação.
Nesta quinta (22), a Secretaria de
Estado de Fazenda divulgou o novo calendário de pagamentos para os servidores
que ainda não receberam os salários de novembro. Segundo o Estado, o calendário
divulgado anteriormente não pode ser cumprido pela ocorrência de novos
bloqueios das contas do Estado pelo Tesouro Nacional.
Segundo o estado, até esta
quinta-feira (22), 63% da folha salarial líquida de novembro, calculada em R$
2,1 bilhões, já tinham sido quitadas. O governo argumenta que o parcelamento do
pagamento dos 37% ainda não quitados é inevitável devido à falta de recursos em
caixa. "A grave crise econômica do País continua derrubando a receita de
tributos estaduais. As parcelas foram programadas de acordo com a projeção de
entrada de receita nos cofres do Estado", diz nota da Secretaria Estadual
de Fazenda.
G1 Rio

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