Mevlut Mert Altintas atirou e
matou Andrey Karlov, embaixador da Rússia durante exposição fotográfica.
Seis pessoas, incluindo os pais e
a irmã do assassino, foram detidas nesta terça-feira (20) como parte da
investigação sobre a morte do embaixador russo na Turquia. A agência de
notícias Dogan informou que as prisões aconteceram em Aydin, cidade natal do policial,
no oeste da Turquia, segundo a France Presse.
Na segunda-feira (19), Mevlüt Mert
Altintas, de 22 anos, assassinou com vários tiros o embaixador russo Andreï
Karlov durante a inauguração de uma exposição de fotos em uma galeria de
Ancara.
Ainda não está claro se o atirador
era um policial da ativa. Segundo alguns jornais turcos, ele seria um
ex-policial do batalhão de choque, sendo um dos milhares de militares afastados
depois do golpe de Estado frustrado de julho. No entanto outros veículos
destacam que ele ainda fazia parte do batalhão de choque.
Altintas, que não estava
trabalhando, entrou na galeria de arte depois de exibir o distintivo policial e
o serviço de segurança do local detectou que estava com uma arma, informa o
jornal Sabah.
O policial, que permaneceu atrás
do embaixador na típica posição de segurança, sacou a pistola e matou o
diplomata com vários tiros nas costas. Várias câmeras filmaram o assassinato de
Karlov, atingido por vários tiros pelas costas quando pronunciava um discurso.
Após o assassinato, o policial
gritou "Deus é grande" e afirmou que vingava a cidade de Aleppo,
reconquistada pelo exército sírio com o apoio da Rússia.
Mevlüt Mert Altintas pode estar
vinculado ao pregador Fethullah Gulen, acusado de ter organizado o golpe de
Estado frustrado de 15 de julho, segundo vários meios de comunicação. Essa
hipótese havia sido cogitada na segunda-feira pelo prefeito de Ancara, Melih
Gökçe.
Gulen, que vive exilado nos
Estados Unidos e que nega as acusações de que esteve envolvido no golpe de
julho, declarou que sentia uma "profunda tristeza" pelo assassinato
do embaixador russo.
Investigações
Um grupo de 18 investigadores,
agentes do serviço secreto e diplomatas russos chegou nesta terça-feira a
Ancara para colaborar com a investigação, informou o ministro russo das
Relações Exteriores, Sergueï Lavrov.
O assassinato de Karlov aconteceu
no bairro das embaixadas, o que levanta perguntas sobre a segurança no centro
da capital turca, que este ano foi abalada por vários atentados.
Na madrugada desta terça, um homem
abriu fogo diante da embaixada americana em Ancara, sem deixar vítimas. Após o
incidente, o governo dos Estados Unidos anunciou o fechamento de todas as
representações diplomáticas do país na Turquia durante a terça-feira.
‘Provocação’
Depois do assassinato do
embaixador russo, os presidentes da Turquia e da Rússia, Recep Tayyip Erdogan e
Vladimir Putin, denunciaram uma "provocação" que pretendia prejudicar
as relações entre os dois países.
Russos e turcos decidiram manter a
reunião trilateral com o Irã sobre a Síria programada para esta terça-feira em
Moscou.
Em Ancara, as autoridades mobilizaram
policiais adicionais e caminhões da unidade antidistúrbios para reforçar a
segurança ao redor da embaixada russa.
Por France Presse

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