Atual
governo não vai deixar saudades para a população
No final de
cada ano ou de cada ciclo, fazemos uma retrospectiva para analisarmos o
desempenho, relembrando os acertos e reparando os erros para não repeti-los no
início da nova temporada.
Em 2016, Rio
das Ostras está encerrando um ciclo e não tem nada a comemorar. A atual gestão
conseguiu, nos últimos quatro anos, levar o município, que chegou a ser
considerado o segundo melhor do Estado em qualidade de vida, a um estado de
abandono nunca antes visto. A população está entregue a própria sorte porque
todas as áreas de atendimento estão em uma situação precária
O município
está um verdadeiro caos. Projetos e programas abandonados ou reduzidos, ruas
sujas e esburacadas, falta de infraestrutura, insegurança generalizada e
praticamente nenhum investimento próprio, apesar de ter tido uma arrecadação de
mais de R$ 2 bilhões.
Na Saúde,
por exemplo, os médicos da rede estão trocando serviços por plantões em outros
municípios por falta de condições de trabalho, de remédios básicos, de vacinas,
de reagentes para exames, gaze, álcool e estrutura em geral.
Na Educação,
outra área que deveria ser prioridade, a situação não é diferente. Professores
também estão sem condições de trabalho e sem material pedagógico para lecionar
em sala de aula, alunos sem uniforme e sem material, escolas sem segurança,
invasões, vandalismo, merenda sem qualidade e, em alguns casos, entregues em
luvas plásticas. Quem não se lembra dos inúmeros casos noticiados pela mídia de
alunos limpando salas de aula em Rio das Ostras? Sem falar do rebaixamento na nota do IDEB
neste último ano.
O atual
governo também vai entrar para a história por ter sido o único que teve uma
escola demolida , a Fany Batista Esteves, e nenhuma construída.
A manutenção
na cidade também foi deixada de lado. Iluminação pública deficiente, com
inúmeras ruas com lâmpadas queimadas. Bueiros entupidos, ruas sujas, sem
pavimentação e com buracos, sistemas de esgoto e de água comprometidos, pontos
turísticos depredados e em péssimo estado de conservação, bem como canteiros,
praças e parques sem nenhuma manutenção. A qualificação da mão de obra para
formação de jovens terem oportunidades iguais para ingressar no mercado de
trabalho deixou de ser prioridade com o término de projetos como o Print, o Jovem
Cidadão e o transporte universitário.
A falta de
integração com a Polícia Militar fez com que a Companhia Escola de Formação
Policial fosse fechada. Os guardas municipais deixaram ser vistos nas ruas e as rondas nos bairros e
nas escolas tambem foram extintas. As viaturas da GM passaram todo esse período
sem manutenção e as bases da Guarda Comunitária também acabaram.
O
funcionalismo público foi ignorado nos últimos anos. Além da falta de material
de trabalho, os servidores estão há três anos sem reposição salarial para
cobrir a inflação. O interessante é que mesmo assim, a folha de pagamento da
prefeitura fere o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal ultrapassando 70%
orçamento local em função do grande número de servidores comissionados.
Essas são algumas
das razões que fizeram Rio das Ostras ir
para o buraco. O promissor município que vinha sendo exemplo de boa gestão
pelas ações e investimentos não existe mais.
As
expectativas para o proximo ano são muitas. Mas diante da herança de dividas,
falta de estrutura e uma cidade em colapso, a próxima gestão terá que ter muita
competência e medidas de austeridade e economia para tirar a cidade do buraco e
recolocá-la no caminho do
desenvolvimento.

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