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| Presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes (Foto: Reprodução TV Globo) |
Citado em acordo de delação de
executivo no âmbito da Operação Lava Jato, o presidente do Tribunal de Contas
do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Jonas Lopes, teve concedida uma licença especial do
cargo por três meses, a partir de 6 de março de 2017. Somado às férias de dois
meses a que tem direito, o conselheiro ficará fora do tribunal por cinco meses
no próximo ano.
A permissão foi concedida pelo
vice-presidente do tribunal, Aloysio Neves Guedes, e o despacho foi publicado
na edição desta quarta-feira (28) do Diário Oficial do RJ. A assessoria do TCE
explicou que a decisão de Jonas Lopes de se licenciar no início de 2017 é anterior
às revelações da Força-Tarefa da Lava Jato.
Isso porque, a partir de 2 de
janeiro, Jonas Lopes já não será mais presidente do tribunal e acumulou as
férias e licença-prêmio no ano em que se desliga da presidência do TCE para
"cuidar de projetos pessoais".
Assim como os magistrados do Rio,
os conselheiros do TCE têm direito a dois meses de férias por ano e, a cada
cinco anos trabalhados, eles também podem tirar três meses de licença chamada
"prêmio". Tanto férias quanto a licença-prêmio são remuneradas.
Acordo de delação
No dia 13 deste mês, Jonas Lopes
chegou a ser conduzido de forma coercitiva à sede da Polícia Federal no Rio, na
Praça Mauá, para prestar esclarecimentos. Isso porque delatores ligados às
construtoras Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e Odebrecht citaram o TCE em
depoimentos.
Em acordo de delação firmado com o
Ministério Público Federal (MPF), o ex-diretor superintendente da Odebrecht no
Rio, Leandro Azevedo, afirmou que Jonas Lopes pediu dinheiro para aprovar o
edital de concessão do Estádio do Maracanã e o relatório de contas da Linha 4
do metrô do Rio.
Azevedo também disse que procurou
Jonas Lopes e acertou o pagamento de R$ 4 milhões em quatro parcelas de R$ 1
milhão, que seriam pagas de seis em seis meses. O delator diz que quando esteve
com Jonas Lopes, o presidente do TCE já sabia qual era o valor que tinha sido
acertado.
Em resposta, na época, o
presidente do TCE disse "repudiar com veemência as afirmações do executivo
da Odebrecht e as atribui a uma atitude de retaliação por causa de decisões
tomadas pelo TCE, que penalizaram duramente as empreiteiras".
Por G1 Rio

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