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O então
governador Sérgio Cabral e o seu vice, Luiz Fernando Pezão,
durante
cerimônia no Theatro Municipal
(Foto:
Carlos Magno / Governo do Rio de Janeiro / Divulgação)
|
Valor foi utilizado entre 2010
e 2016, nos governos de Cabral e Pezão. Limitação tinha sido aprovada na Alerj
e foi sancionada pelo governador.
O governador do Rio, Luiz Fernando
Pezão, sancionou nesta quarta-feira (7) o projeto de lei do deputado Wanderson
Nogueira (Psol) que limita os gastos do governo com publicidade a partir de
2017. O valor deve cair de R$ 150 milhões anuais para, segundo a Comissão de
Finanças da Alerj, R$ 6 milhões anuais. O equivalente a 4% do que foi gasto
entre 2010 e 2016.
Durante estes 6 anos, nos governos
de Sérgio Cabral e do próprio Pezão, foram gastos R$ 900 milhões com a rubrica
"publicidade e propaganda" através da secretaria de comunicação
social, de acordo com levantamento
feito pelo G1. Corrigidos pela inflação, os R$ 900 milhões
dedicados à propaganda nestes 6 anos equivaleriam a R$ 1,17 bilhão.
O gasto destinado para toda a área
de comunicação foi ainda maior: R$ 1,2 bilhão naqueles seis anos. O Governo
diz, em nota, que nem tudo cabe à publicidade. Parte do valor seria voltada
para o que chamam de investimentos fundamentais, como assessoria de imprensa de
todos órgãos - diretos e indiretos -, publicações obrigatórias, editais,
balanços e campanhas informativas.
Em 2010, o ex-governador Sérgio
Cabral foi reeleito e, a partir daí, o investimento aumentou até 2013,
atingindo seu ápice. A partir da eleição de seu sucessor e aliado, Luiz
Fernando Pezão,os valores caíram.
Em 2013, ainda no governo de
Sérgio Cabral (PMDB), foram utilizados mais de R$ 300 milhões na área de
comunicação — ou R$ 209 milhões só em publicidade e propaganda. Por conta dos
protestos de junho, a popularidade de Cabral despencava a 20%, caindo 35 pontos
percentuais. Historicamente, foi o maior gasto do governo na área.
"É inadmissível que o Governo
do Estado do Rio de Janeiro continue utilizando dinheiro público para promoção
própria em um momento em que sequer possui recursos para pagar
aposentados", diz o deputado Wanderson Nogueira, autor da lei.
G1 Rio

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