![]() |
O avião da
LaMia prefixo CP-2933 que caiu com a delegação da
Chapecoense,
modelo Avro RJ85, é visto em foto de arquivo de
setembro de 2015 em Norwich, na Inglaterra
(Foto: Matt Varley/Reuters)
|
Montante da indenização para cada
vítima é de US$ 165 mil (R$ 560 mil), segundo o estabelecido no Convênio
Internacional sobre Aviação Civil.
A companhia aérea boliviana Lamia
anunciou na quarta-feira (14) que iniciará os trâmites perante sua seguradora
para indenizar os sobreviventes e familiares dos mortos na queda do avião que
transportava a delegação Chapecoense no último dia 28 de novembro na Colômbia.
O montante da indenização para
cada vítima é de US$ 165 mil (R$ 560 mil), segundo o estabelecido no Convênio
Internacional sobre Aviação Civil, afirmou à Agência Efe por telefone de Santa
Cruz o advogado da Lamia, Nestor Higa.
As solicitações de indenização
devem ser efetuadas nos escritórios da Lamia em Santa Cruz juntando os
documentos que correspondam segundo o caso (morto ou ferido), acrescentou.
O advogado disse que, no caso das
vítimas de nacionalidade brasileira, se requer a "declarativa de herdeiros
e atestado de óbito" traduzidos ao castelhano e legalizados no consulado
boliviano no Brasil.
Segundo Higa, a linha aérea já
estabeleceu contato com a empresa seguradora, mas para continuar com o trâmite
primeiro deverá tramitar perante a procuradoria boliviana a devolução de certos
documentos que foram confiscados pelos investigadores durante a operação de
busca e apreensão nos escritórios da Lamia na semana passada.
O advogado também pediu que o
Ministério Público estorve os lacres de segurança que colocou nos escritórios
da companhia aérea para que os funcionários possam atender estes requerimentos.
O avião da Lamia, no qual viajavam
jogadores e dirigentes do Chapecoense, além de jornalistas e tripulantes, caiu
no dia 28 de novembro perto da cidade colombiana de Medellín supostamente após
ficar sem combustível.
No acidente morreram 71 dos 77
passageiros do avião e sobreviveram três jogadores, dois tripulantes e um
jornalista.
Dentro das investigações na
Bolívia, na semana passada foi preso o diretor-geral da Lamia, Gustavo Vargas
Gamboa, acusado por diversos crimes, entre eles o de homicídio culposo.
Também foi enviado a prisão seu
filho, Gustavo Vargas Villegas, que sendo diretor de Registro Aeronáutico
Nacional da Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) autorizou em 2014 a
importação e matrícula provisória do avião da companhia aérea.
O Ministério Público também
indiciou o diretor de Operações de Lamia, Marco Antonio Rocha Venegas, e a
ex-técnica aeronáutica Celia Castedo, que fez um relatório sobre as
irregularidades no plano de voo do avião no aeroporto de Viru Viru, em Santa
Cruz, antes que decolasse.
Rocha saiu do país rumo ao
Paraguai dias antes do acidente, enquanto Castedo, que pediu refúgio no Brasil,
denunciou que foi objeto de pressões de seus superiores na entidade de
administração aeroportuária onde trabalhava para mudar o conteúdo de seu
relatório.
Por Agencia EFE
Por Agencia EFE

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!