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105ª DP em
Petrópolis (Foto: Bruno Rodrigues/G1)
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O principal alvo da Operação
Playboy, o jovem de 20 anos que dá nome ao caso, foi preso na noite deste
sábado (3) em uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-101, em
Araruama, Região dos Lagos do Rio. Segundo as investigações da polícia, ele
abastecia comunidades de Petrópolis, na Serra, com drogas que eram
transportadas do Rio para o município em motocicletas BMW de alta cilindrada.
Playboy será interrogado na 105ª Delegacia de Polícia e levado para o presídio
de Bangu, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (6).
O suspeito estava foragido desde
setembro, quando foi desencadeada a primeira fase da operação e a Vara Criminal
expediu um mandado de prisão preventiva. Na ocasião, outras quatro pessoas
foram presas. Durante as investigações, a Polícia Civil teve acesso as
conversas de um grupo de traficantes em um aplicativo de celular, que sugeriam,
inclusive, um ataque com granadas à delegacia, além de uma emboscadas para os
policiais envolvidos no caso.
Já na segunda fase da operação,
deflagrada na última sexta-feira (3), Playboy teve outro mandado de prisão
expedido, desta vez temporária, já que fortes indícios ligam o suspeito ao
crime.
Nesta segunda fase, foram
expedidos sete mandados de prisão e três de apreensão, já que há suspeita de
que menores estão envolvidos no caso. Desses, ainda na sexta-feira, foram
cumpridos 6: quatro de prisão e um de apreensão. Um menor ainda está foragido
em Petrópolis e outras três pessoas a Polícia Civil acredita que estejam
escondidas na Favela do Parque União, Zona Norte do Rio de Janeiro.
“Infelizmente a polícia não tem
condições técnicas de entrar na favela para cumprir esses mandatos”, explicou a
delegada que comanda as investigações, Juliana Menescal. Por conta disso, os
três suspeitos terão seus nomes colocados na lista de Disque Denúncia.
Entenda o caso
As polícias Civil e Militar de
Petrópolis descobriram conversas entre traficantes onde um deles sugere
"tacar umas granadas" na 105ª Delegacia de Polícia. As mensagens de
texto foram divulgadas na sexta-feira, quando seis pessoas foram detidas, entre
elas dois adolescentes, na Operação Playboy de combate ao tráfico de drogas.
Segundo a delegada adjunta, Juliana Menescal, as conversas foram interceptadas
em setembro e tinham sido trocadas recentemente. (Confira o diálogo no fim do
texto)
Além de um ataque à delegacia, um
integrante do grupo levanta também a possibilidade de uma ação contra um dos
inspetores da delegacia. Na mensagem, a pessoa diz que viu o policial entrar no
carro sozinho e que esta seria uma boa hora de "ter largado uns pra cima
dele". Os suspeitos se referem aos policiais como "verme" e
dizem que precisam armar uma "iboscada (sit)" para os agentes.
As investigações da Polícia Civil
apontam para uma reestruturação no tráfico da Comunidade do Neylor foi feita
após a morte do homem de confiança do principal fornecedor de drogas em
Petrópolis. O homem em questão foi morto em uma troca de tiros com policiais
militares.
Com a prisão de Playboy, da
primeira fase da operação resta um mandado a ser cumprido. Já da segunda fase,
a Polícia continua buscando um meno em Petrópolis. Segundo a Polícia
Civil, o adolescente usa redes sociais
para ameaçar as pessoas que derem informações para a polícia sobre a presença
do tráfico na localidade. Nas mensagens, ele diz que vai "passar os
x9" e também exibe fotos com armas, dinheiro e fazendo apologia a uma
facção criminosa.
Do G1 Região Serrana

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