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Tela de
abertura do Linkedin (Foto: Marcelo Brandt/G1)
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Nova lei obriga serviços na
internet a guardar dados de russos no país. Dos 467 milhões de usuários do
LinkedIn, 6 milhões são russos.
A Rússia ordenou nesta
quinta-feira (17) o bloqueio da rede social LinkedIn, que se tornou no primeiro
site a ser proibido no país após a aprovação de uma lei que manda empresas de
internet armazenarem os dados pessoais de cidadãos dentro do território russo.
A empresa americana, que permite
estabelecer contatos profissionais e procurar emprego, reclamou que a decisão
afeta os seus "milhões de usuários" russos e se mostrou disposta a se
reunir com as autoridades.
O LinkedIn, que foi comprado pela
Microsoft por US$ 26,2 bilhões, afirma ter mais de 467 milhões de usuários no
mundo, seis milhões deles na Rússia.
Muito criticada pelo setor
tecnológico, a lei aplicada ao LinkedIn obriga serviços de mensagens, sites de
busca e redes sociais estrangeiros a armazenarem na Rússia os dados pessoais de
seus usuários russos.
"Nunca tínhamos visto isto.
Tal confrontação direta com os grandes grupos tecnológicos mundiais supõe uma
nova página da história", comentou no Facebook Leonid Volkov, da
organização Sociedade de Defesa da internet, que luta contra a censura.
A questão dos dados pessoais e seu
uso suscita debates em todo o mundo, mas é especialmente delicada na Rússia,
onde as autoridades introduziram nos últimos anos várias leis que reforçam o
controle sobre a internet e as redes sociais, ferramentas vitais para a
oposição russa.
O Kremlin negou as acusações de
censura no caso do LinkedIn. Segundo o porta-voz da presidência, Dmitri Peskov,
o organismo regulador das telecomunicações, encarregado de aplicar a sentença,
"age seguindo estritamente a lei".
Esta agência reguladora já avisou
várias vezes a grupos como Facebook e Twitter que deviam se adequar a nova lei,
mas ainda não impôs a eles nenhuma sanção.
Desde o regresso de Vladimir Putin
ao Kremlin em 2012, o endurecimento da legislação gerou regras como o que
obriga os provedores de internet e as redes sociais a armazenarem as mensagens,
ligações e dados de sus usuários durante seis meses.
Da France Presse

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