De acordo com informações da
Polícia Militar, no momento da queda do helicóptero que deixou quatro PMs
mortos na Cidade de Deus na noite de sábado (19), tanto o sinal de transmissão
de vídeo quanto o sinal de rádio foram cortados, como informou o Bom Dia Rio na
manhã desta segunda (21).
Uma perícia inicial feita logo
após o acidente apontou que os corpos dos policiais militares que estavam no
helicóptero da corporação não tinham marcas de perfurações por arma de fogo,
segundo informou Roberto Sá, secretário de Segurança do Rio de Janeiro. De acordo com Sá, a
aeronave também não apresentava marcas de disparos.
"Quero lamentar profundamente
e me solidarizar com as famílias de todos. E dizer para os senhores que o laudo
de necrópsia dos policiais que estavam no helicóptero já saiu, a perícia foi
muito rápida, muito eficiente, não há perfuração por arma de fogo nos corpos, a
perícia está sendo feita pela DH [Delegacia de Homicídios], a perícia está sendo
feita pela Aeronáutica, na aeronave, até o momento, não se encontrou nenhum
tipo de perfuração, mas é muito cedo ainda para qualquer conclusão",
afirmou o secretário.
Três corpos serão velados no
Batalhão de Choque, Centro do Rio (Foto: Patrícia Teixeira / G1)
Sá esteve, na tarde deste domingo
(20), no Batalhão de Choque da Polícia Militar, onde os corpos dos PMs
indentificados como Rogério Melo, Willian de Freitas Schorcht, Camilo Barbosa
Carvalho e Rogério Felix Rainha foram
velados.
Os policiais foram homenageados
com honras militares, o que inclui uma salva de tiros. Dos quatro policiais
mortos, três serão enterrados no Rio. O outro policial vai ser enterrado em
Resende, no Sul do Estado.
A polícia faz, desde a madrugada
deste domingo (20), uma operação na Cidade de Deus. Foram apreendidos três
fuzis e duas pistolas, com um suspeito. Outro homem que estava com um
rádiotransmissor também foi preso. Ele e o material apreendido foram
encaminhados para a 32ª DP (Taquara). De manhã, outro homem foi preso em
flagrante com trouxinhas de maconha na localidade conhecida como Conjunto
Itamar Franco e foi encaminhado para a mesma DP.
Nas redes sociais, os perfis dos
militares no Facebook recebiam centenas de mensagens de apoio aos familiares
das vítimas. Todos os policiais que estavam a bordo do helicóptero tinham mais
de dez anos de experiência na PM.
Helicóptero não era blindado
Em nota, a PM divulgou mais informações sobre o helicóptero da PMERJ, que caiu na noite de sábado (19) nas proximidades da comunidade Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, e também sobre o piloto e co-piloto que comandavam a aeronave no momento do acidente.
Em nota, a PM divulgou mais informações sobre o helicóptero da PMERJ, que caiu na noite de sábado (19) nas proximidades da comunidade Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, e também sobre o piloto e co-piloto que comandavam a aeronave no momento do acidente.
O modelo do helicóptero era um
Esquilo AS 350 B3. Durante a operação, a aeronave estava a cerca de dois mil
pés de altura, sendo pilotada pelo Capitão Willian Schorcht e tendo como
co-piloto o Major Rogerio Melo. Ela transmitia imagens do voo, as quais serão analisadas
pela perícia que está sendo realizada pela Aeronáutica. Após a queda, os
destroços do helicóptero foram retirados do local do acidente na madrugada
deste domingo (20), por volta de 3h.
O modelo de aeronave usado na
operação não era blindado e costuma ser usado como plataforma de observação
realizando o imageamento de áreas sobrevoadas. A manutenção era realizada
regularmente, assim como ocorre com os demais equipamentos do Grupamento
Aeromóvel (GAM).
O Major Rogerio Melo e o Capitão
Willian Schorcht trabalhavam no GAM desde junho de 2011. Os dois oficiais
fizeram o Curso de Piloto Policial em maio de 2011 e, em seguida, o Curso de
Piloto de Helicóptero, ambos ministrados pela Polícia Militar. O Major Melo
acumulava mais de 500 horas de voo e o Capitão Schorcht contava com experiência
de voo que ultrapassava 700 horas. O Subtenente Camilo Barbosa e o sargento
Rogério Felix cursaram o Curso de Tripulante Operacional (CTO) do GAM.
Corpos encontrados
O coordenador de Comunicação Social da Polícia Militar, major Ivan Blaz, confirmou que durante a operação deste domingo foram encontrados sete corpos ainda não identificados. De acordo com o oficial, os cadáveres foram encontrados numa área pantanosa e a Delegacia de Homicídios da Polícia Civil já está no local.
O coordenador de Comunicação Social da Polícia Militar, major Ivan Blaz, confirmou que durante a operação deste domingo foram encontrados sete corpos ainda não identificados. De acordo com o oficial, os cadáveres foram encontrados numa área pantanosa e a Delegacia de Homicídios da Polícia Civil já está no local.
"A identificação positiva
desses mortos vai ser feita pela Polícia Civil. E é interessante que façamos o
mais rápido possível porque estamos falando também de famílias. Não podemos
deixar de falar aqui dos moradores da Cidade de Deus. Foram interrompidos três
eventos socioculturais. Entre eles, um sarau de poesia que era destinado para
aquela população, que já sofre com uma carência socioeconômica e que por conta
da violência foi vítima, mais uma vez ,dessa realidade ", afirmou o major.
No velório dos quatro policiais
militares que morreram na queda de um helicóptero, o secretário de Segurança
Pública do Estado do Rio de Janeiro, Roberto Sá, afirmou que excessos não serão
tolerados por nenhum dos dois lados.
"Nós estamos aqui para preservar vidas. Nenhum excesso vai ser tolerado, nenhum excesso vai ficar impune. Eu confio muito no trabalho da Divisão de Homicídios", destacou Roberto Sá.
"Nós estamos aqui para preservar vidas. Nenhum excesso vai ser tolerado, nenhum excesso vai ficar impune. Eu confio muito no trabalho da Divisão de Homicídios", destacou Roberto Sá.
Do G1 Rio
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