MPF/RJ requer desocupação de campi da UFRRJ e Colégio Pedro II | Rio das Ostras Jornal

MPF/RJ requer desocupação de campi da UFRRJ e Colégio Pedro II

Ocupação no Pedro II do Humaitá
(Foto: José Raphael Berrêdo/G1)
Oficiais de Justiça darão prazo de 60 minutos para a desocupação voluntária. Ocupações começaram em outubro contra a PEC 241/55.
O Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro entrou com um pedido de liminar para que a Justiça Federal determine a desocupação do campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e de todos os campi do Colégio Pedro II que atualmente estão ocupados ou que venham a ser ocupados.
As ocupações começaram em outubro e os estudantes protestam contra a aprovação da PEC 241/55, que cria um teto para gastos públicos com saúde e educação e congela despesas do Governo Federal por 20 anos, bem como contra a Reforma do Ensino Médio.
Caso o Poder Judiciário acolha o pedido do MPF de tutela de urgência, as desocupações do campus da UFRRJ e dos campi do Colégio Pedro II em São Cristóvão, Realengo e Engenho Novo deverão contar com a presença de oficiais de Justiça com o auxílio de força policial. Antes do emprego efetivo de força policial, o oficial de Justiça deverá dar ciência da decisão judicial aos ocupantes, identificando-os. Havendo recusa em se identificar, a autoridade policial deverá realizar a identificação, na hipótese de desocupação voluntária ou não.
O MPF pede ainda que a desocupação ocorra da maneira mais pacífica e cordial possível determinando que os oficiais de Justiça anunciem o prazo de 60 minutos para a desocupação voluntária. Segundo o MPF, terminado o prazo, a autoridade policial deverá empregar o uso moderado e progressivo da força para a retirada dos ocupantes, realizando a prisão em flagrante dos maiores que praticarem algum crime, sem prejuízo de outros tipos penais identificados.
No pedido do MPF, é citada a omissão da União, da UFRRJ e do Colégio Pedro II no dever constitucional e legal de zelar pelos bens públicos e de promover o serviço público de educação, que poderiam requerer o auxílio de força policial para pôr fim às ocupações, independentemente de ordem judicial, mas que não o fizeram.

Em nota, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro diz que, de acordo com o pedido, além da ilegalidade, "existem ainda sérias questões envolvendo as ocupações, como riscos de homicídios; lesões corporais; consumo de substâncias entorpecentes, que já estariam ocorrendo, de acordo com relatos de pais de alunos; relações sexuais envolvendo menores e possibilidade de estupros".
Do G1 Rio

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