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Reprodução Cabral comemora aniversário
de Adriana, presentada com uma joia.
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O anel de R$ 800 mil comprado na
luxuosa Van Cleef & Arples, de Mônaco, pelo empresário Fernando Cavendish,
dono da construtora Delta, e entregue por Sérgio Cabral à mulher, Adriana
Ancelmo, pelo aniversário dela de 39 anos, em 2009, não é a única joia sob
investigação no esquema de desvio de recursos públicos comandado por Sérgio
Cabral.
As investigações revelaram uma
expressiva quantidade de ligações feitas por Carlos Emanuel de Carvalho
Miranda, o Carlinhos, operador de Sérgio Cabral, para uma diretora da joalheira
da H.Stern (52 ligações), e uma gerente da joalheria Antonio Bernardo (106
telefonemas). Os investigadores desconfiam de lavagem de dinheiro com a compra
de joias.
A maior parte dos benefícios
fiscais a joalherias foi concedida pelo decreto estadual 41.596/2008,
sancionado por Sérgio Cabral. No período que vai de 2008 a 2013, se for
considerada a venda no varejo, os benefícios fiscais ao setor somaram R$ 274
milhões, com destaque para a participação da rede H.Stern, com R$ 117 milhões.
A Arany Adornos, de Antonio Bernardo Herrman, recebeu um total de R$ 21,1
milhões em isenções. A HB Adornos, também da família Herrman, ganhou outros R$
9,7 milhões.
Se incluída a fabricação de
artefatos de joalheria, a ourivesaria e lapidação de gemas, e o varejo de
artigos de relojoaria, o número sobe para cerca de R$ 300 milhões em benefícios
fiscais concedidos, somente no período 2008-2013.
O juiz Marcelo Bretas, no despacho
que determinou a prisão dos envolvidos, determinou que a H.Stern, a Antonio
Bernardo e a Sara Joias sejam intimadas a fornecer, no prazo de 24 horas, notas
fiscais e certificados emitidos por todas as pessoas físicas e jurídicas
sujeitas aos pedidos de bloqueio de bens e valores na operação, principalmente
Cabral e a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo.
Outra joalheria, a Blume Jóias, em
Ipanema, une como sócias a mulher Roni Mendes, mulher do ex-executivo da
Odebrecht Benedicto Júnior, a Verônica, mulher do ex-secretário estadual de
Saúde de Cabral, Sérgio Côrtes.
Procurada pelo GLOBO, a H.Stern
informou que não vai se pronunciar sobre o assunto, devido a uma política
interna de confidencialidade.
Agência O Globo

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