Investigadores acreditam que
provas podem ter sidos destruídas ou ocultadas. Governanta de Cabral conversa
com o marido e mostra preocupação.
Escutas telefônicas
levantam suspeitas de ocultação de provas do esquema de corrupção
Novos trechos de escutas
telefônicas autorizadas pela Justiça reforçam as suspeitas de investigadors de
que pessoas próximas a Sérgio Cabral e o próprio ex-governador já sabiam que
ele seria preso. Como mostrou o RJTV, o "vazamento" ainda pode significar
que provas contra Cabral puderam ser ocultadas ou até mesmo destruídas. Cabral
foi preso na quinta-feira (17), na Zona Sul do Rio, durante a 37ª fase da
Operação Lava Jato, sob a suspeita de receber milhões em propina para fechar
contratos públicos.
As conversas obtidas via grampo
telefônico são entre Fani, que de acordo com o Ministério Público Federal seria
uma espécie de governanta de Cabral, e o marido dela, Ricardo. No diálogo, eles
comentam a transferência do ex-governador para o Complexo Penitenciário de
Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste da cidade.
Outros trechos levam a crer que o
ex-governador já sabia que seria preso. Cabral foi preso no apartamento onde
morava, no Leblon, bairro tradicional da Zona Sul carioca. "O Sérgio já
sabia, né?", diz a mulher numa determinada parte da gravação.
A história envolve ainda o filho
do casal, Pedro, que mostra estar preocupado com as investigações. Na gravação,
Pedro demonstra apreensão com uma casa em Miguel (Pereira). O pai, Ricardo,
tranquiliza o filho dizendo que a compra do imóvel foi em dinheiro vivo.
O último diálogo, mais abaixo, é
aquele no qual os investigadores acreditam que provas possam ter sido
destruídas ou ocultadas.
Veja abaixo a transcrição das
gravações:
Bangu
Fani: Tá todo mundo preocupado com o Sérgio em Bangu, né?
Fani: Tá todo mundo preocupado com o Sérgio em Bangu, né?
Ricardo: É, mas eu tava falando
com mamãe. Não vão mandar ele para lá, né? O cara não é maluco. Se mandar ele
pra lá, vão mandar para uma cela especial, separada de tudo, porque o advogado
bota.
Prisão de Cabral
Fani: Laviola ligou pra Célia cinco e meia dizendo que precisava falar com o governador, e que era muito urgente. Célia bateu no quarto e disse que Laviola precisava falar com ele muito urgente. O Sergio já sabia, né?
Prisão de Cabral
Fani: Laviola ligou pra Célia cinco e meia dizendo que precisava falar com o governador, e que era muito urgente. Célia bateu no quarto e disse que Laviola precisava falar com ele muito urgente. O Sergio já sabia, né?
Ricardo: Já...
Fani: Ele se virou e disse pra
Célia que a polícia iria bater a qualquer momento.
Ricardo: Polícia bateu e foram
chegando pedindo o telefone da Célia, e pedindo os telefones de todos da casa.
Filho preocupado
Pedro: Se investigarem pra caralho, pode chegar em mim, né?
Pedro: Se investigarem pra caralho, pode chegar em mim, né?
Ricardo: Por que, pô?
Pedro: Por causa da casa de
Miguel.
Ricardo: Não, foi dinheiro vivo,
Pedro. Não teve nenhuma transação do Sergio Cabral pra gente.
Ocultação e destruição de
provas
R: Mas ele sabia o que que ele tava fazendo. Esse que é o problema. Né?
R: Mas ele sabia o que que ele tava fazendo. Esse que é o problema. Né?
Fani: É... Acabei de falar agora
com a Adriana. Mas eles estavam esperando semana que vem.
Ricardo: Quem, o Rodrigo?
Fani: É. Lembra que falei que o
Rodrigo tava na casa dele semana passada? Ele falou: Fui levar uns negócios que
ele pediu, mas depois mandou que levasse de volta, que não era pra ficar nada
lá.
Ricardo: Isso é bom. Sinal de que
não devem ter achado nada.

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