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Em imagem de
arquivo, presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos,
e líder das
Farc, Rodrigo Londoño, se cumprimentam durante
encontro em
Cartagena, em setembro (Foto: John Vizcaino/ Reuters)
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Documento original foi recusado
em um referendo em outubro. Oposição contesta que pacto seja ratificado apenas
pelo congresso.
O presidente da Colômbia, Juan
Manuel Santos, e o líder rebelde marxista das Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño, irão assinar um acordo de paz novo e revisado
nesta quinta-feira (24) em uma cerimônia muito mais sóbria do que o primeiro
pacto, que foi rejeitado por milhões de colombianos em um referendo realizado
no mês passado.
O novo acordo para encerrar 52
anos de guerra foi preparado em pouco mais de um mês depois que o documento original foi recusado de
forma surpreendente em uma votação no dia 2 de outubro por uma pequena
diferença de eleitores que o considerou leniente demais com a guerrilha.
Bogotá e as Farc passaram quatro
anos em Havana, em Cuba, trabalhando em um entendimento para pôr fim a uma guerra
de 52 anos que matou mais de 220 mil pessoas e deslocou milhões na nação
andina.
O líder opositor e ex-presidente
Álvaro Uribe liderou a iniciativa de rejeitar o pacto original e quer mudanças
mais profundas na nova versão. Ele está furioso porque Santos irá ratificar o
acordo no Congresso, em vez de convocar uma nova consulta popular, clamou por
protestos de rua e pode boicotar o debate congressional sobre o novo pacto.
A cerimônia de assinatura irá
marcar a contagem regressiva de seis meses para que o movimento rebelde de 7
mil membros abandone as armas e forme um partido político.
Muitos dos habitantes
majoritariamente conservadores da Colômbia estão revoltados porque, assim como
o texto original, o novo documento não atribui penas de prisão para líderes das
Farc que cometeram crimes de guerra, como sequestros e massacres, e permite que
exerçam cargos políticos.
A assinatura discreta no Teatro
Colón de Bogotá diante de uma maioria de membros do governo e dignitários
locais irá destoar muito da comemoração de setembro, quando a cidade litorânea
de Cartagena acolheu líderes mundiais e o secretário-geral da Organização das
Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.
Santos, que recebeu o Prêmio Nobel
da Paz no mês passado por seu empenho em terminar o conflito com o grupo
insurgente, quer oficializar o acordo o mais rápido possível para não colocar
em risco o frágil o cessar-fogo bilateral.
O documento ampliado e altamente
técnico de 310 páginas só parece fazer pequenas modificações no texto original,
como esclarecer direitos de propriedade particular e detalhar mais
explicitamente como os rebeldes serão confinados em áreas rurais por crimes
cometidos durante a guerra.
As Farc, que começaram como uma
rebelião contra a pobreza rural, enfrentaram uma dúzia de governos, além de
grupos paramilitares de direita.
Um fim à guerra com as Farc
dificilmente irá acabar com a violência na Colômbia, já que o negócio lucrativo
da cocaína deu ensejo a gangues criminosas e traficantes perigosos.
Reuters

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