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Grades foram
colocadas em volta do prédio da Assembleia
neste
domingo (13) (Foto: Nicolás Satriano/G1)
|
Segurança foi reforçada neste
domingo; discussão do pacote começa na 4ª. Alerj informou que cercas custaram
R$ 20 mil; Seseg e PM pediram medida.
Poucos dias após os protestos de
servidores contra o pacote de medidas do Governo do Rio de Janeiro para combate
à crise no Estado, o prédio da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foi
cercada neste domingo (13). Três carros da Polícia Militar também faziam o patrulhamento
na frente do prédio. A sede do Legislativo chegou a ser invadida por
manifestantes durante protesto na última terça-feira.
O pedido foi feito na sexta-feira
(11) pela Secretaria de Segurança e pelo comando da Polícia Militar à Alerj,
que autorizou. A informação foi dada em nota da própria Assembleia.
As grades foram colocadas em volta
de todo o Palácio Tiradentes, três dias antes de começo da discussão das
medidas para sanear as finanças do estado, na próxima quarta-feira (16).
No dia da discussão do pacote, o
presidente da casa, Jorge Picciani (PMDB-RJ) vai receber representantes de seis
sindicatos. O encontro está marcado para 12h. O reforço no esquema de segurança
da Casa será definido na manhã do dia 16.
O custo da colocação do equipamento
foi de R$ 20 mil, e o trabalho está a cargo da empresa de engenharia
responsável pelo restauro das fachadas externas do Palácio Tiradentes. A
decisão partiu da Controladoria da Alerj.
Na tarde deste domingo, havia três
viaturas do Batalhão de Choque, na frente do prédio.
Uma outra estava na parte de trás
do edifício. Na tarde deste domingo, ainda era possível circular pela lateral
do prédio, na Rua São José, que também estava cercada.
Protestos com tumulto
A semana foi de protestos contra o
pacote de medidas do governo do Estado que foi enviado à Alerj. Entre as
medidas previstas, estão a suspensão de reajustes salariais já concedidos, o
aumento das alíquotas de contribuição previdenciária, o desconto de 30% dos
vencimentos de inativos para reforçar o caixa da Previdência estadual, o corte
de gratificações pagas a comissionados, o fim de programas sociais e a extinção
de órgãos públicos. Houve repressão da polícia em todos os protestos, menos o
de terça-feira (8).
Na última sexta-feira (11),
ocorreu o terceiro protesto em uma semana contra a crise financeira do governo
estadual e contra a PEC que prevê um teto para os gastos públicos. Por volta
das 20h40, começou um tumulto com correria perto da Alerj, depois da chegada de
um grupo de mascarados no local, que explodiu artefatos e jogou pedras na
direção dos policiais. A polícia também usou spray de pimenta e bombas de
efeito moral.
Do G1 Rio

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