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Manifestantes chamam atenção para populações ameaçadas
pelo aquecimento global (Foto:
AP Photo/Matt Dunham)
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Ban Ki-moon tem
esperanças de Trump desista de abandonar acordo global 'O que antes era impensável tornou-se inevitável', disse o secretário-geral.
O
secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon,
disse nesta terça-feira (15) que as ações contra as mudanças climáticas se
tornaram inevitáveis e expressou esperanças de que o presidente eleito dos
Estados Unidos, Donald Trump, desista do plano de abandonar um acordo global
que visa diminuir a dependência do mundo dos combustíveis fósseis.
Em uma reunião de
quase 200 nações realizada no Marrocos para buscar formas de implementar o
acordo de Paris de 2015 para limitar as emissões de gases de efeito estufa, Ban
disse que empresas, Estados e cidades dos EUA estavam buscando limitar o
aquecimento global.
"O que antes
era impensável tornou-se inevitável", disse ele numa coletiva de imprensa
do Acordo de Paris, aprovado pelos governos no ano passado, ratificado em tempo
recorde e adotado formalmente por mais de 100 nações, incluindo os Estados
Unidos.
O acordo, com o
objetivo de eliminar as emissões líquidas de gases de efeito estufa neste
século, foi um avanço após mais de duas décadas de negociações, impulsionado
pela maior certeza científica de que as emissões causadas pelo homem
impulsionam ondas de calor, inundações e aumento do nível do mar.
Ban disse esperar
que o republicano Trump, eleito na semana passada, abandone sua visão de que a
mudança climática provocada pelo homem é uma farsa e sua promessa de cancelar o
Acordo de Paris.
"Estou certo
de que tomará uma decisão rápida e sábia", disse Ban. Ele observou que
este ano está rumo a se tornar o ano mais quente desde que os registros
começaram no século XIX.
"Espero que
ele realmente ouça e compreenda a gravidade e a urgência de lidar com as
mudanças climáticas. Como presidente dos Estados Unidos, espero que ele entenda
isso, ouça e avalie as observações de sua campanha", disse ele.
Ban disse que
empresas como General Mills e Kellogg, Estados como a Califórnia e cidades como
Washington, Nashville e Las Vegas estavam trabalhando para reduzir suas
emissões de gases de efeito estufa.
Ele disse que a
Trump, como uma "pessoa de negócios muito bem sucedida", entenderia
que as forças do mercado já estavam agindo para guiar a economia mundial para
energias mais limpas, longe dos combustíveis fósseis.
Da Reuters

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