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O presidente
do Senado, Renan Calheiros, articula o nome da advogada
Ana Luísa Marcondes para o Conselho Nacional
de Juízes (CNJ)
(Cristiano Mariz/VEJA)
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O presidente do Senado aposta para
o CNJ no nome da advogada Ana Luísa Marcondes, que trabalhou como sua assessora
na Casa
Em sua queda de braço com o
Judiciário, o presidente do Senado faz campanha por duas vagas
Em confronto com o Judiciário e
alvo da Operação Lava Jato, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),
tenta emplacar dois nomes no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão
responsável por fiscalizar a atuação de juízes de todo o país.
O Congresso tem direito a indicar
dois integrantes do conselho, um representando a Câmara e outro o Senado. Renan
tem influência em nomes que disputam as duas vagas.
Na Câmara, o nome preferido do
peemedebista é a advogada Ana Luísa Marcondes, que trabalhou como sua assessora
na presidência do Senado e na liderança do PMDB. Atualmente ela atua na
Corregedoria Nacional do Ministério Público (CNMP), órgão comandado pelo
procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Nesta semana, Renan chegou a atuar
para adiar a votação no plenário ao saber que nomes indicados pelo
ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Lava Jato, ganharam
força. Além de Ana Luísa, concorrem à vaga Felipe Cascaes, que já advogou para
Cunha em alguns casos e hoje é subchefe adjunto para Assuntos Jurídicos da Casa
Civil da Presidência, e o assessor técnico da Câmara Lucas de Castro Rivas, que
auxiliou a atuação da tropa de choque que defendeu Cunha durante o processo de
cassação.
Cascaes é hoje o favorito, por
contar com o apoio do Planalto. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha,
está conversando com deputados para tentar emplacar o nome do aliado.
No Senado, os nomes indicados
podem ser levados à votação no plenário a qualquer momento. O preferido de
Renan na disputa é Henrique de Almeida Ávila, que tem o apoio do ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Ávila é sócio de um escritório de
advocacia onde atua a mulher do ministro, Guiomar.
O outro candidato à vaga do CNJ
pelo Senado é Octavio Augusto da Silva Orzari, que é advogado concursado pela
Casa e trabalhou com o ex-presidente do STF Ricardo Lewandowski no Tribunal
Superior Eleitoral (TSE).
Auxiliares de Renan negam que ele
tenha preferência ou esteja fazendo lobby para emplacar nomes de sua confiança
no CNJ. Até maio, a vaga do Senado no conselho pertencia a um apadrinhado do
peemedebista, o ex-ministro da Transparência Fabiano Silveira. Ele teve de
deixar o cargo após ser flagrado em uma gravação feita pelo ex-presidente da
Transpetro Sérgio Machado, na qual aparecia conversando com Renan e fazendo
críticas à condução da Lava Jato.
Ana Luísa negou que Renan esteja
fazendo campanha pelo seu nome, mas admitiu que tem o “apoio pontual” do
presidente do Senado. Os demais candidatos às vagas do CNJ não se pronunciaram.
(Com Estadão Conteúdo)

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