Médica acusada de matar pacientes em UTI pode ir a júri popular | Rio das Ostras Jornal

Médica acusada de matar pacientes em UTI pode ir a júri popular

JÚRI POPULAR - MP do Paraná pede que a médica Virgínia, acusada
 de antecipar a morte de pacientes em UTI de Curitiba, vá a júri popular
 (André Rodrigues/AGP/Folhapress/VEJA)
A médica e outros cinco profissionais da saúde do Hospital Evangélico de Curitiba são acusados de provocar a morte de sete pacientes entre 2011 e 2013
O Ministério Público do Paraná pediu que vá a júri popular a ex-chefe da unidade de terapia intensiva do Hospital Evangélico de Curitiba, Virgínia Helena Soares de Souza, e mais cinco dos oito acusados de provocar a morte de sete pacientes, entre 2011 e 2013. O pedido do órgão foi realizado em 17 de outubro e a previsão é que a 2ª Vara do Júri da capital paranaense tenha um parecer final em fevereiro de 2018.
Os envolvidos no caso são acusados de homicídio doloso duplamente qualificado e formação de quadrilha. Além de Virgínia, foram denunciados os médicos Edison Anselmo da Silva Júnior, Maria Israela Cortez Boccato e Anderson de Freitas e as enfermeiras Laís da Rosa Groff e Patrícia Cristina de Goveia Ribeiro. As mortes vieram à tona em 2013, após investigação da Polícia Civil. A médica, que responde por sete homicídios, está autorizada a trabalhar, mas cumpre medida cautelar que a impede de exercer a profissão em unidades de terapia intensiva.
Gravações realizadas em janeiro de 2013 mostram Virgínia dizendo que quer“desentulhar a UTI, tá me dando coceira”. As investigações gravaram mais de 30 horas de conversa da médica. Em um dos áudios é possível ouvir Virgínia dizendo que é preciso “girar a UTI”. Segundo a promotoria, a médica era líder do esquema que antecipava a morte dos pacientes. O MP baseou seu pedido após ouvir testemunhas, analisar laudos, prontuários médicos e realizar interceptações telefônicas.
Antecipação de mortes

Segundo as investigações, a médica – com o conhecimento de outros profissionais – administrava remédios em pacientes terminais que os induziam a morte. Uma paciente chegou a pedir socorro à filha para deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico de Curitiba. De acordo com bilhete escrito pela paciente, os aparelhos que a ajudavam a respirar eram desligados à noite. “Eu preciso sair daqui pois tentaram me matar”, dizia o bilhete escrito de próprio punho e incluído ao inquérito em fevereiro de 2013.
Postar no Google +

About Redação

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!

Publicidade