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Montagem das
cestas distribuídas para os pacientes
do Inca (Foto: Cristina Boeckel/ G1)
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Cerca de 800 cestas são
necessárias para pacientes seguirem tratamento. 30% são mulheres com câncer de
mama, que também recebem perucas.
Em meio Outubro Rosa, mês em que
se dá destaque mundial à conscientização pela prevenção do câncer de mama, um
trabalho social no Instituto Nacional do Câncer (INCA) faz um apelo por doação
de alimentos. No IncaVoluntário, braço do instituto voltado a trabalho social,
mais de 800 bolsas de comida são distribuídas por mês para pacientes de baixa
renda, mas a arrecadação depende de voluntários.
"Tivemos um aumento
considerável. Desde janeiro deste ano, passamos de 600 para 800 bolsas
[necessárias] por mês. Com isso, a gente precisa de mais mobilização ainda da
sociedade", destacou Angélica Nasser, supervisora do IncaVoluntário.
A ação não é – simplesmente –
contra a fome. O objetivo é garantir a segurança alimentar de pacientes que não
têm dinheiro para realizar refeições que garantam o vigor físico mínimo para a continuidade
do tratamento.
"Existe uma correlação direta
entre o estado nutricional do paciente e a capacidade do organismo em suportar
os efeitos colaterais dos tratamentos para o câncer como a cirurgia,
radioterapia e quimioterapia. Poucas doenças enfatizam tanto a diferença
monetária quanto a neoplasia [tumor], pois pacientes em melhor situação
econômica tendem a obter resultados mais satisfatórios englobando a resposta ao
tratamento, menos toxicidade aos efeitos colaterais da quimioterapia ou radioterapia
por exemplo, boa cicatrização pós operatória e etc. Parte fundamental do
tratamento do câncer é a boa alimentação e a adequada reserva nutricional é um
dos pilares para uma boa recuperação", explica o oncologista Adolfo
Silvestre, da Oncoclínica.
Banco de perucas
Do total de bolsas distribuídas,
30% são destinadas a mulheres que tratam o câncer de mama, segundo o
IncaVoluntário. Mulheres em quimioterapia também podem pegar emprestadas
perucas e receber doações de kits de prevenção de linfedemas – inflamações que
podem ocorrer após cirurgias para a retirada do câncer.
"Nós temos várias atividades
dentro do Inca para que o paciente não tenha que interromper o tratamento por
conta de uma dificuldade financeira", contou Angélica.
Cada beneficiado recebe mensalmente
uma bolsa que contém uma lata de óleo, dois quilos de feijão, três quilos de
arroz, um quilo de macarrão, um quilo de fubá, uma caixa de aveia, seis latas
de leite em pó integral, um pacote de biscoito salgado, quatro sachês de
gelatina, uma
Um dos beneficiados é o conferente
de cargas Jorge Luis Moreira, que descobriu um câncer logo após perder o
emprego.
"Estávamos enfrentando uma
situação difícil, eu estava desempregado. A renda para cobrir as despesas era
só da minha esposa", contou Jorge.
A família recebeu a bolsa com os
alimentos durante quatro meses. Depois disso, voltou a trabalhar e abriu mão do
benefício em prol de outras famílias necessitadas.
"O complemento das bolsas
ajudou muito, porque nem tudo podíamos comprar. Tinha a luz para pagar, o gás,
às vezes remédios que faltavam no hospital, remédios caros", destacou a
mulher dele, Elizete.
Outubro é o mês da campanha de
prevenção contra o câncer de mama. E o principal alerta é pra importância dos
exames preventivos. No Brasil, são registrados 50 mil casos novos todos os
anos.
Quem desejar ajudar com doações
pode entrar em contato com o IncaVoluntário:
INCAvoluntário
Rua Washington Luís, 35 - Centro -
Rio de Janeiro.
Telefone: 3207-4574 / 3207-4585.
Horário de atendimento: 8h às 16h.
Do G1 Rio

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