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Escola em
Port Salut ficou destruída pela passagem
do furacão
(Foto: Andres Martinez Casares/Reuters)
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Cerca de 300 escolas foram afetadas
parcialmente ou destruídas. Furacão obrigou autoridades a adiarem eleição geral
prevista para domingo.
O Haiti retomou nesta segunda-feira
(10) as aulas nas escolas após a passagem do potente furacão Matthew, que
deixou mais de mil mortos e afetou mais de 1 milhão. As aulas nas zonas mais
afetadas, algumas das quais seguem incomunicáveis, seguem paralisadas.
Em comunicado, o Ministério da
Educação informou que cerca de 300 escolas foram afetadas parcialmente ou
destruídas pela tempestade, cujo olho tocou terra na terça-feira no oeste do
país. Além disso, várias escolas estão sendo usadas por desalojados.
Para as zonas afetadas pelo furacão,
o governo prepara o lançamento dos projetos de reabilitação da infraestrutura
para facilitar o retorno das aulas no menor tempo possível, acrescentou o
comunicado.
A pasta recomendou ainda que os
diretores de escolas e professores organizarem, durante esta semana, atividades
educativas sobre furacões e seu impacto na sociedade haitiana.
O Haiti vive nesta segunda-feira o
segundo dia de luto nacional pelas vítimas do furacão Matthew, que causou danos
ainda em avaliação, porque muitas das zonas mais afetadas seguem
incomunicáveis.
O furacão obrigou as autoridades
eleitorais a adiarem o pleito geral previsto para domingo (9). O Conselho
Eleitoral Provisório (CEP) deve se reunir nas próximas horas para definir a
nova data do pleito.
A prioridade das autoridades é
chegar até as localidades mais atingidas e dar resposta aos milhares de
afetados da catástrofe para evitar um eventual surto de cólera, epidemia que
afetou o país após o terremoto de 2010, agravando a crise humanitária.
Desde outubro de 2010, o Haiti
reportou mais de 790 mil casos de cólera com mais de 9,3 mil mortes, segundo a
Organização Pan-Americana da Saúde (OPS), que garantiu que, em seu ponto
máximo, em 2011, os casos de cólera foram chegando a uma média de 6.766
semanais.
De acordo com o Escritório da ONU
para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), 1,4 milhões de pessoas
necessitam ajuda de emergência no Haiti, o país mais pobre da América e muito
vulnerável aos desastres naturais.
Enquanto a agência Reuters
contabiliza mil mortos pelo furacão Matthew, os últimos números divulgados pela
Defesa Civil haitiana citam 372 mortos, quatro desaparecidos, 246 feridos e 175
mil pessoas deslocadas em 224 refúgios.
Da Agência Efe

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