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Desmond Tutu
em seu aniversário de 85 anos
(Foto: Rodger Bosch / AFP)
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Para sul-africano, não se deve
manter alguém vivo a qualquer preço. Ele sofre de câncer de próstata há 20 anos.
O prêmio Nobel da Paz e
ex-arcebispo anglicano sul-africano, Desmond Tutu, comemorou nesta sexta-feira
(7) seus 85 anos na Cidade do Cabo, ocasião que aproveitou para defender,
diante da imprensa, o direito ao suicídio assistido, para ele e para outras pessoas
no fim de suas vidas.
"Eu me preparei para a morte
e disse claramente que não queria que me mantivessem vivo a qualquer
preço", escreveu em artigo publicado no jornal americano "Washington
Post".
"Espero que me tratem com
compaixão e espero ter o direito de entrar na próxima fase da viagem da vida da
forma que desejo", acrescentou Tutu.
"Por que tantos são obrigados
a suportar terríveis sofrimentos contra sua vontade?", questionou.
Há dois anos, o ex-arcebispo já
havia se posicionado a favor do suicídio assistido em um artigo no jornal
britânico "Guardian", no qual denunciou a obstinação em manter vivo o
seu amigo e ex-presidente Nelson Mandela, morto em 2013 aos 95 anos.
Desmond Tutu foi hospitalizado
duas vezes nas últimas semanas por uma infecção recorrente ligada a um
tratamento contra o câncer de próstata que sofre há 20 anos.
Da France Presse

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