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Onda de
haitianos que deixou Brasil chega na fronteira entre
EUA e México
(Foto: Jorge Duenes/Reuters)
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Haitianos decidiram se mudar
novamente em meio à recessão no Brasil. Segundo autoridades, 900 haitianos
tentavam cruzar fronteira em Tijuana.
Autoridades de fronteira dos
Estados Unidos estão tendo dificuldades para encontrar espaço suficiente para
manter centenas de imigrantes haitianos que partiram do Brasil, para onde eles
foram depois do terremoto de 2010 no Haiti, mas que decidiram se mudar
novamente em meio à recessão e após o fim da Olimpíada no Rio.
De acordo com um e-mail interno da
autoridade alfandegária e de proteção de fronteiras dos EUA, mensagem enviada
na quarta-feira e vista pela Reuters, um representante em San Ysidro, na
Califórnia, relatou que 900 haitianos estavam esperando para cruzar de Tijuana,
no México, e pediu que a patrulha de fronteira enviasse falantes de crioulo
para traduzir entrevistas com imigrantes.
Detenções de haitianos no sul do
México também estão aumentando, onde um número estimado de 500 chegaram na
segunda-feira, indicando que o movimento em direção aos EUA poderia crescer
quando essas pessoas viajarem para o norte.
Autoridades de fronteira precisam
de mais espaço para manter detidos os haitianos que passam pelo processo de
entrevistas e que potencialmente buscam asilo quando chegam a San Ysidro e
Calexico, na Califórnia, segundo e-mails internos vistos pela Reuters.
Como resposta ao pedido por
tradutores, uma autoridade disse que a patrulha de fronteira tinha três agentes
que falavam crioulo e afirmou que poderia enviá-los a San Ysidro e Calexico.
Uma outra autoridade com base em
Calexico relatou que 100 haitianos estavam sob custódia na sexta-feira, quando
“a primeira grande onda chegou”.
Depois de se apresentar para as
autoridades e de serem temporariamente detidos, imigrantes podem pedir asilo e
podem ser libertados até a data de uma sessão na corte.
A maior parte dos haitianos
viajaram para o Brasil, onde eles tinham a vantagem de um programa que os
permitia trabalhar lá depois do terremoto, disseram autoridades
norte-americanas. Contudo, com o declínio da economia brasileira e o fim dos
Jogos Olímpicos, muitos direcionaram o foco para os EUA para encontrar
trabalho.
Da Reuters

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