![]() |
A oposição
venezuelana protesta nesta sexta-feira (16) para exigir
um referendo
revogatório contra o presidente Nicolás Maduro
(Foto: Federico Parra/AFP)
|
Oposição defende referendo
revogatório do mandato de Maduro. Órgão adiou anúncio de data em que
poderão ser recolhidas assinaturas.
A oposição venezuelana protesta
nesta sexta-feira (16) para exigir um referendo revogatório contra o presidente
Nicolás Maduro, diante de novos adiamentos no trâmite da consulta por parte do
organismo eleitoral.
Na véspera do protesto, o CNE
adiou por "ameaças" o anúncio que deveria realizar nesta sexta-feira
sobre a data e as condições para a coleta das quatro milhões de assinaturas
(20% do total de eleitores).
O Conselho Nacional Eleitoral
(CNE) - acusado pela oposição de estar sob o controle do governo - alegou que
os protestos colocam em risco seus funcionários e disse que retomará a análise
deste tema na próxima segunda-feira, embora não tenha especificado se neste dia
fará um pronunciamento definitivo.
Embora estivesse convocado desde o
início de setembro, o protesto nacional se converteu em uma nova expressão de
rejeição após o anúncio do CNE.
Henry Ramos Allup, presidente do
Parlamento de maioria opositora, disse nesta sexta que o objetivo é exigir que
o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) "não continue sabotando" a
realização do revogatório neste ano.
Ramos Allup denunciou que o
governo ordenou bloquear os acessos a Caracas para impedir a entrada de
manifestantes.
'Cúpula do povo'
Os adevrsários de Maduro chamam o
evento desta sexta, no qual está previsto um "panelaço", de
"cúpula do povo contra a fome e pelo revogatório", em alusão à Cúpula
de Países Não-Alinhados (NOAL), realizada na Isla de Margarita (norte da
Venezuela).
"Será a anticúpula, a cúpula
do povo em resposta a este esbanjamento (da NOAL) e exigindo o estabelecimento
com clareza das condições" para a coleta de assinaturas, disse na
quinta-feira Jesús Torrealba, secretário da coalizão Mesa de la Unidad
Democrática (MUD), antes do anúncio do CNE.
Torrrealba havia antecipado que a
falta de definições em torno da ativação do referendo motivaria ainda mais os
protestos.
"O silêncio é um desrespeito
com o direito do povo venezuelano de construir uma solução pacífica, eleitoral,
constitucional e democrática a este drama", acrescentou Torrealba em uma
coletiva de imprensa.
Crise
Afetada pela queda das receitas do
petróleo, a Venezuela sofre uma crise econômica refletida em uma escassez de
80% dos alimentos e remédios, segundo estudos privados, e a inflação mais alta
do mundo, que o FMI projeta em 720% para 2016.
As mobilizações ocorrem após dois
dias de protesto, em 1 e 7 de setembro, para exigir o revogatório. O primeiro
reuniu um milhão de pessoas em Caracas, segundo a MUD, embora o governo afirme
que compareceram apenas dezenas de milhares, e que neste mesmo dia mobilizou
meio milhão de chavistas.
De qualquer forma, foram as
maiores manifestações desde as de 2014 contra Maduro, que deixaram 43 mortos.
"Nicolás não sairá e continuará
sendo presidente com panela ou sem panela", disse na quinta-feira o número
dois do chavismo, Diosdado Cabello.
Da France Presse

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!