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Polícia
Civil indiciou, nesta quarta-feira, 14 funcionários
do vereador
Marcio Garcia (Rede)Reprodução Facebook
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Ex-funcionária do gabinete do
parlamentar foi à Delegacia Fazendária e afirmou que todo mês parte do salário
era devolvida e direcionada para bombeiros exonerados da corporação
A Polícia Civil indiciou, nesta
quarta-feira, 14 funcionários do vereador Marcio Garcia (Rede) por um suposto
envolvimento em esquema de desvio de dinheiro público. Assim como O
DIA divulgou, no dia 18 de maio, uma ex-funcionária do
gabinete do parlamentar foi à Delegacia Fazendária da Polícia Civil
(Delfaz) e afirmou que todo mês parte do seu salário era devolvida e
direcionada para bombeiros exonerados da corporação.
Segundo o inquérito, a denunciante
trabalhava duas vezes por semana no gabinete e tinha o salário de R$ 1,2 mil,
mas o valor depositado variava de R$ 10 mil a R$ 13 mil. Ela relatou que o
dinheiro era depositado sempre no dia 1º e que todo mês ia ao banco sacar a
diferença para entregar a seus superiores.
Além disso, as investigações da
Delfaz mostraram que o cartão de combustível da Câmara dos Vereadores do Rio,
que era usado pelo gabinete do vereador, foi usado para abastecer quatro
veículos particulares. A polícia afirmou que o abastecimento de um Celta e um
Palio foi pago com o cartão durante um ano e dois meses.
De acordo com as investigações, o
Palio seria de um funcionário do gabinete e uma Kombi prestaria serviços a uma
ONG de Garcia. Já os outros dois veículos pertenceriam a uma subtenente do
Corpo de Bombeiros e ao seu marido.
Em nota, o vereador afirmou que
colocou o sigilo bancário e fiscal à disposição da Justiça, e "que não tem
nenhum controle sobre o que os servidores fazem dos seus salários". Garcia
destacou que "nunca recebeu nenhuma quantia dos funcionários ou qualquer
devolução de salários. A cota de combustível ele usa para abastecer os veículos
que usa em seu deslocamento, estritamente na atividade parlamentar".
O candidato à reeleição contou que
mora em um apartamento de 70 metros, no bairro Pilares, na Zona Norte,
financiado pela Caixa Econômica. Garcia lembrou ainda que costuma ir à Câmara
de transporte público.
"Uma conclusão lógica: o
cartão de combustível existe exatamente para abastecer o carro particular que o
parlamentar estiver usando. Como eu moro na Zona Norte, uso frequentemente o
metrô, não utilizo totalmente a cota de combustível mensal, o que levou ao
acúmulo de quase R$ 15 mil de saldo no cartão (...). Até o momento não fui
sequer ouvido", acrescentou Garcia.
O DIA

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