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Eduardo
Cunha faz sua defesa no plenário da Câmara dos Deputados
antes do início da votação que decide pela sua
cassação
- 12/09/2016 (Adriano Machado/Reuters)
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Deputado cassado afirma que
Moreira Franco tem ligação com suspeitas sobre financiamento do Porto Maravilha
O deputado cassado Eduardo Cunha
dá mostras de que seu discurso de ameaças ao governo Michel Temer não ficou
restrito ao fim da sessão que
derrubou seu mandato, na última segunda-feira. Em entrevista publicada
neste domingo pelo jornal O Estado de S. Paulo, o peemedebista
lança sua artilharia contra um dos mais próximos aliados do presidente, o
secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco. Cunha
acusa o homem forte de Temer de estar por trás de irregularidades na operação
para financiar obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
O classificar Moreira como “o
cérebro” da gestão Temer, Cunha disse que o novo plano de concessões “nasce sob
suspeição” e deu sinais de que pode atingir o presidente. “Na hora em que as
investigações avançarem, vai ficar muito difícil a permanência do Moreira no
governo”, afirmou ao jornal. Ex-presidente da Câmara, Cunha é suspeito de ter
cobrado da empreiteira Carioca Engenharia 52 milhões de reais de propina em
troca da liberação de verbas do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) para o
Porto Maravilha, projeto de revitalização da região portuária. Ele chama a
denúncia de “surreal” e aponta o dedo para o secretário.
“O Moreira Franco era
vice-presidente (de Fundos e Loterias) da Caixa, antes do Fábio Cleto, que fez
a delação falando de mim. Quem criou o FI-FGTS na Caixa foi o Moreira Franco.
Toda a operação no Porto Maravilha foi montada por ele. No programa de
privatização, dos 30 bilhões de reais anunciados, 12 bilhões de reais vêm de
onde? Do Fundo de Investimento da Caixa. Ele sabe de onde tirar dinheiro. Esse
programa de privatização começa com risco de escândalo. Nasce sob suspeição”.
Cunha também criticou Temer, por
“aderir ao programa de quem perdeu a eleição”. E prometeu revelar bastidores do
processo de impeachment de Dilma Rousseff em livro que lançará no fim do ano.
“Vai ser um presente de Natal.”
Moreira Franco não comentou as
acusações do deputado cassado Eduardo Cunha, sob a alegação de que “não merecem
resposta”.
(Com Estadão Conteúdo)

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