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O presidente
da Venezuela Nicolas Maduro no 1º de maio
em Caracas
(Foto: Ariana Cubillos/AP)
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Cerca de 1,85 milhão de
assinaturas foram apresentadas pela oposição. Presidente disse que aceita referendo caso conselho aceite realizá-lo.
O Conselho Nacional Eleitoral
(CNE) da Venezuela começará nesta quarta-feira (4) a revisão das 1,85 milhão de
assinaturas apresentadas pela oposição para pedir que se ative o referendo
revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro, confirmou o governo.
"O processo começa amanhã e
aqui lançamos um desafio: em poucos dias vamos saber que inflaram em um milhão
todas estas assinaturas que eles dizem que entregaram", declarou Jorge
Rodríguez, coordenador da comissão nomeada por Maduro para acompanhar a
verificação das firmas.
Na noite desta terça-feira, Maduro
garantiu que se submeterá ao referendo caso o CNE valide o processo para
convocar a consulta.
"O que disser o CNE é palavra
sagrada (...). Se no segundo passo (...) confirmarem que recolheram as firmas,
vamos ao referendo e ponto", declarou Maduro em seu programa semanal de
TV.
Segundo a lei, o CNE deverá
revisar as planilhas em cinco dias e depois convocar os signatários a ratificar
seu apoio com a impressão digital, em outros cinco dias. Apenas depois de
validá-las é que se autorizará a coleta de quatro milhões de assinaturas
exigidas para convocar o referendo.
Se validarem as quatro milhões de
firmas, "vamos sair às ruas e confio em que o povo venezuelano não vai me
faltar ou faltar à história", afirmou Maduro, acompanhado de Jorge
Rodríguez.
O presidente advertiu que se o CNE
considerar que as firmas não correspondem ao que determina a lei, isto também
será "palavra sagrada" para o governo, e como tal "quem apelar à
violência será contido com a lei, com a Constituição, pela força da ordem e por
nosso povo".
Maduro afirmou que ninguém pode
pretender "extrapolar ou impor ao país qualquer tipo de cenário, nacional
ou internacional", e garantiu que está "pronto para o que vier".
"Mesmo sem ser pitoniso, sem
ser bruxo (...) já estou vendo o desastre que vai acontecer se emergir esta
tentativa da direita venezuelana de ativar este referendo".
Na segunda-feira, a opositora Mesa
da Unidade Democrática (MUD), que controla o Parlamento, entregou ao CNE 80
caixas com planilhas contendo 1,85 milhão de assinaturas, quase dez vezes mais
do que as 195.721 exigidas para solicitar o início do processo de consulta.
Depois de entregues as
assinaturas, surgiu a dúvida sobre se o órgão eleitoral iria esperar os 30 dias
dados à MUD, em 26 de abril, para reunir as assinaturas, como sugeriu a reitora
do CNE, Tania D'Amelio.
Para revogar o mandato de Maduro
no referendo, o "sim" deve obter mais dos 7,5 milhões de votos, com
os quais foi eleito após a morte de seu mentor, Hugo Chávez, em 2013.
Da France Presse

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