O vice-presidente Michel Temer
(PMDB) definiu os principais tópicos do seu discurso de posse. Vai destacar a
necessidade de um esforço para recuperar a economia, com corte de gastos do
governo, além de pregar apoio à Operação Lava Jato e um fazer um apelo à
pacificação do país.
A respeito do trabalho da Polícia
Federal nas investigações do esquema de corrupção da Petrobras, ele vai
sustentar que não haverá intervenção, uma vez que sempre foi um defensor da
harmonia e independência das instituições.
O texto está sendo finalizado
neste momento no Palácio Jaburu. Para isso, o vice-presidente ouvirá assessores
e integrantes do núcleo político, como o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e seu
futuro ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
Temer quer um evento simples e que
não se alongue. O peemedebista dará posse aos ministros e, em seguida, vai
discursar por aproximadamente dez minutos.
Os aliados do vice estudam
anunciar, também durante a cerimônia, três medidas provisórias a serem enviadas
ao Congresso nos primeiros dias de governo. Ao menos uma delas terá como foco a
área econômica e outra tratará de mudanças em ministérios.
Com a aprovação
do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, ela
será afastada por 180 dias, e Temer ocupará a presidência da República.
A expectativa do peemedebista é
assumir o gabinete presidencial do Palácio do Planalto por volta das 15h desta
quinta-feira (12). Ele só entrará no prédio após uma equipe de seguranças fazer
uma inspeção no local.
Ele não pretende subir a rampa
principal do Palácio nem transformar sua chegada num ato simbólico. O plano é
fazer um discurso e dar posse aos ministros já escolhidos.
MINISTÉRIOS DEFINIDOS
Depois de passar a noite desta
quarta (11) reunido com aliados definindo os últimos nomes para o ministério, o
vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) disse que fechou
"praticamente" toda a equipe
"Vamos aguardar serenamente o
resultado do Senado. Nesta quinta, teremos praticamente toda a equipe",
disse na saída da Vice-Presidência.
Questionado se iria anunciar
medidas econômicas, Temer disse que "ainda não". "Vou,
simplesmente, se as coisas acontecerem, dar posse aos ministros", afirmou.
Para a Defesa, o peemedebista
fechou o nome do deputado federal Raul Jungmann (PE) na cota do PPS.
Ele definiu ainda o nome do
conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) Fabiano Silveira como novo
ministro da CGU (Controladoria-Geral da União). A estrutura mudará de nome e
focará sua atuação no combate à corrupção.
Inicialmente, o peemedebista
chegou a convidar a ex-ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Ellen Gracie
para o posto, mas ela declinou da oferta. Além dela, chegou
a ser cotado para o cargo o procurado-geral de Justiça em São Paulo, Márcio
Elias Rosa.
O conselheiro é doutor em Direito
pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e consultor legislativo do
Senado Federal para a área de direito penal. Ele foi membro ainda da Comissão
de Reforma do Código de Processo Penal do Senado Federal (2008/2009).
A equipe do vice-presidente
pretende, caso a presidente Dilma Rousseff seja afastada do cargo nesta
quinta-feira (13), publicar uma edição extra do Diário Oficial da União com a
nomeação dos novos ministros.
O peemedebista também deve assinar
Medida Provisória anexando e fundindo pastas. O vice-presidente pretende reduzir
de 32 para 22 ministérios.
Folha
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