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O presidente de El Salvador,
Salvador Sánchez Cerén, afirmou nesta terça-feira (17) que seu governo
"não pensou" em romper relações com o Brasil, após o afastamento da
presidente Dilma Rousseff da Presidência. Há três dias, o presidente
salvadorenho disse que não reconheceria o governo interino de Michel Temer.
"El Salvador não pensou, nem
vai pensar imediatamente em romper as relações com o Brasil, porque sabemos das
relações e a cooperação que existem entre El Salvador e Brasil", assegurou
Sánchez Cerén em uma coletiva de imprensa.
O partido do presidente
salvadorenho, o Frente Farabundo Martí para Libertação Nacional (FMLN) tem
fortes vínculos com o Partido dos Trabalhadores (PT), legenda de Dilma
Rousseff.
No último sábado (14), ele
declarou que o afastamento de Dilma Rousseff era uma
"manipulação política". Na ocasião, o presidente salvadorenho disse
que havia conversado com a embaixadora do país no Brasil, Diana Marcela
Vanegas, e que a havia instruído de não participar de nenhum ato oficial do
governo interino.
Nesta terça-feira, Sánchez Cerén
declarou que Vanegas irá a El Salvador para "apresentar um relatório de
como está a situação" no Brasil. "Ela irá nos apresentar este
documento porque queremos um monitoramento contínuo da situação no Brasil, não
significando que essa medida é uma retirada de nossa embaixadora",
explicou.
Acordos econômicos entre San
Salvador e Brasília
Na segunda-feira (16), o governo interino do Brasil pediu que El Salvador
reconsiderasse seu rechaço a Temer, lembrando os acordos econômicos entre San
Salvador e Brasília.
Em resposta, o presidente
salvadorenho disse que "respeita" a postura do Brasil e reconheceu as
relações "de amizade e cooperação" entre os dois países. "Somos
dois povos que temos relações históricas e, portanto, devido a estes
intercâmbios que estão ocorrendo não há nenhuma possibilidade de rompermos as
relações com o Brasil", insistiu.
Apoio à Dilma Rousseff
Vários governos latino-americanos, como o Uruguai, a
Venezuela, a Bolívia, o Equador e a Nicarágua, além da Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina(Coppal)
já haviam manifestado apoio à Dilma Rousseff. Já o secretário-geral da União de
Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, declarou que o afastamento da
presidente prejudica a democracia do Brasil.
O Ministério das Relações
Exteriores do Brasil emitiu, na última sexta-feira (13), dois comunicados repudiando as críticas de vários
governos latino-americanos sogre a legitimidade do governo Temer.
O texto do comunicado divulgado
pelo Itamaraty, que agora tem José Serra no comando, "rejeita
enfaticamente as declarações desses governos, que se permitem opinar e propagar
falsidades sobre o processo político interno no Brasil. Esse processo se desenvolve
em quadro de absoluto respeito às instituições democráticas e à Constituição
federal. O rito estabelecido na Constituição e na Lei foi seguido
rigorosamente, com aval e determinação do STF".
(Com informações da AFP)

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