Presidente não deu detalhes sobre
o que poderia acontecer com legislatura. Oposição é maioria no Parlamento e pressiona por referendo para tirá-lo.
O presidente da Venezuela, Nicolás
Maduro, afirmou nesta terça-feira (17) que "é uma questão de tempo" o
iminente fim do Parlamento de maioria opositora, em meio a um duro conflito de
poderes que vem adiando as soluções para a crise econômica.
"A Assembleia Nacional perdeu
a validade política. É uma questão de tempo antes de ela desaparecer, assim eu
penso. Está desconectada com os interesses nacionais”, disse Maduro à imprensa.
O líder socialista de 53 anos não
deu mais detalhes sobre o que poderia acontecer com a legislatura, embora no
mês passado ele tenha ameaçado uma emenda constitucional para cortar o mandato
de cinco anos na Assembleia.
Diante da crise econômica, a coalizão opositora ganhou o controle do Parlamento nas eleições de dezembro e está pressionando por um referendo para tirar da Presidência o impopular sucessor do líder morto Hugo Chávez.
Diante da crise econômica, a coalizão opositora ganhou o controle do Parlamento nas eleições de dezembro e está pressionando por um referendo para tirar da Presidência o impopular sucessor do líder morto Hugo Chávez.
Contudo, autoridades do Partido
Socialista, de situação, dizem que não há tempo para organizar um referendo
neste ano, e a Comissão Eleitoral, que costuma favorecer o governo, posterga o
processo por causa da papelada necessária.
Mais ainda, a Suprema Corte anulou
a maioria das novas leis do Parlamento, levando a oposição a afirmar que Maduro
havia se tornado um ditador apoiado por instituições fantoches.
Estado de exceção
Na noite desta terça, a Aseembleia Nacional rejeitou o decreto de estado de exceção de 60 dias com o qual Maduro ampliou seus poderes para governar nas áreas política, econômica, social e ambiental.
Na noite desta terça, a Aseembleia Nacional rejeitou o decreto de estado de exceção de 60 dias com o qual Maduro ampliou seus poderes para governar nas áreas política, econômica, social e ambiental.
Agora, caberá ao Tribunal Supremo
de Justiça (TSJ) dar a última palavra sobre o repúdio ao decreto.
O decreto, que entrou em vigor na sexta-feira passada, autoriza o Executivo a adotar decisões para assegurar à população o "desfrute pleno de seus direitos, preservar a ordem interna" e diminuir os efeitos de fenômenos climáticos que afetam a geração elétrica e o acesso aos alimentos, destaca o texto.
O decreto, que entrou em vigor na sexta-feira passada, autoriza o Executivo a adotar decisões para assegurar à população o "desfrute pleno de seus direitos, preservar a ordem interna" e diminuir os efeitos de fenômenos climáticos que afetam a geração elétrica e o acesso aos alimentos, destaca o texto.
Entre as justificativas, o decreto
indica que a oposição pretende o "desconhecimento de todos os poderes
públicos" e promove a "interrupção do mandato" de Maduro, em
alusão ao referendo revogatório que promove contra ele.
Referendo 'inviável'
O presidente Maduro também afirmou nesta terça que o referendo com o qual a oposição pretende tirá-lo do poder é "inviável", alegando "fraude" com as assinaturas apresentadas pela oposição.
Referendo 'inviável'
O presidente Maduro também afirmou nesta terça que o referendo com o qual a oposição pretende tirá-lo do poder é "inviável", alegando "fraude" com as assinaturas apresentadas pela oposição.
"Nenhuma das opções
anunciadas pela direita para acabar com a revolução e para me derrubar, ou
revogar meu mandato, tem viabilidade política e histórica, e nenhuma terá
êxito", declarou Maduro, em entrevista coletiva, ao acusar a oposição que
tentar "fraudar a lei".
Maduro disse ter recebido um
relatório sobre "o desastre que está sendo encontrando" nas
assinaturas por Jorge Rodríguez, que lidera a comissão do governo que verifica
o processo de solicitação de referendo, iniciado pela oposição.
"Pretenderam fraudar a lei,
burlar a vontade e mal utilizar um recurso democrático (o referendo) para seus
interesses perversos", afirmou.
O presidente disse que seus opositores
querem causar violência "para encobrir o desastre" e reiterou sua
advertência de que "por cada assinatura falsificada, processo
garantido". "Assim será. Vamos lutar", sentenciou.
"Eles não querem o referendo
revogatório, querem golpe de Estado, intervenção estrangeira, guerra econômica,
ao que põem um verniz, um disfarce", afirmou o presidente socialista, ao
se referir ao pedido de referendo.
O chefe de Estado assegurou que
uma parte da oposição "não quer referendo" é o fato de que começaram
o processo de solicitação imediatamente depois de ter completado em 11 de
janeiro três anos de mandato.
"Em 11 de janeiro, eles
podiam tê-lo ativado, não o fizeram, e começaram a anunciar um pouco de
sandices", acrescentou.
Do G1, em São Paulo

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