![]() |
Marcos Corrêa / VPR
|
Sem mulheres e negros no primeiro
escalão de sua equipe, o presidente da República em exercício, Michel Temer,
deu início na tarde desta sexta-feira (13) ao seu governo. Após semanas de
negociações, deixou de lado a ideia de de “ministérios de notáveis” e optou por
nomes políticos — mas que são ou já foram algo de investigações.
O objetivo das nomeações é
priorizar o apoio no Congresso para viabilizar a aprovação de propostas
especialmente da pauta econômica. No núcleo duro estão Eliseu Padilha (Casa
Civil), Romero Jucá (Planejamento), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo)
e Henrique Eduardo Alves (Turismo), todos ex-integrantes de governos petistas.
Dos 32 ministérios, a Esplanada
passa a ter 24 pastas. A equipe do peemedebista fará nos próximos dias o
detalhamento dos cargos de segundo e terceiro escalão para definir cortes
administrativos.
À frente da Casa Civil, Padilha
tem uma planilha detalhada de distribuição de cargos. Entre abril e setembro do
ano passado, quando Temer assumiu a articulação política de Dilma, o ministro
atuou como braço-direito do então vice-presidente.
Dos ministérios extintos, Direitos
Humanos foi fundido com Justiça, Cultura com Educação, Comunicações com Ciência
e Tecnologia, Desenvolvimento Agrário com Desenvolvimento Social. Transportes,
Portos e Aviação Civil são uma só pasta. Já a Controladoria Geral da República
(CGU) se tornou Ministério da Transparência.
Investigados
Eliseu Padilha foi alvo de
acusações de irregularidades no pagamento de precatórios na época do governo de
Fernando Henrique Cardoso.
Citado pelo doleiro Alberto
Youssef em delação premiada naOperação Lava Jato, Henrique Alves é acusado de
receber dinheiro desviado da Petrobras. Em dezembro, sua casa foi alvo de
operação da Polícia Federal.
Romero Jucá é acusado de ter
recebido propina também no esuqema do petrolão. A delação do empreiteiro
Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia deu origem a um inquérito que investiga o
senador. Jucá teria pedido R$ 1,5 milhão em doações para as eleições de 2014 em
Roraima, quando seu filho, Rodrigo Jucá, de 34 anos, foi candidato a
vice-governador.
Geddel Vieira Lima é suspeito de
negociar propina com a OAS. Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, o
deputado Mauricio Quintella Lessa (PR-AL) foi condenado em agosto de 2014
envolvido em um esquema de desvio de dinheiro destinado ao pagamento de merenda
escolar em Alagoas, entre 2003 e 2005, quando era secretário de Educação do
Estado. Todos negam as acusações.
Responsável pelo voto decisivo
para saída de Dilma na Câmara, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), que vai
ocupar a pasta de Cidades, tem seu nome citado em uma lista de doações
suspeitas feitas pela empreiteira Odebrecht. Na mesma situação está o deputado
Ricardo Barros (PP-PR), novo ministro da Saúde.
HuffPost Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!