Polícia diz ter
confirmado terceira vítima de suspeitos de pedofilia.
Um vídeo gravado
durante o depoimento do pai de uma criança da família da professora suspeita de
pedofilia mostra o desespero dele ao reconhecer a filha das fotos. Nas imagens,
investigadores mostram a ele algumas fotografias de 2004, ele leva as mãos à
cabeça quando reconhece a filha, que na época tinha apenas dez anos de idade e
diz: "Misericórdia".
A polícia
afirmou neste sábado (30) que confirmou uma terceira criança que, segundo os
investigadores, foram vítimas do advogado de 63 anos e da professora de 39,
suspeitos de pedofilia. Segundo a polícia, investigadores descobriram que a
professora levou a menina, atualmente com 22 anos, para ser abusada pelo
advogado. Os dois suspeitos foram presos na quarta-feira (27).
Na casa do
advogado, a polícia encontrou centenas de fotografias e videos de crianças.
Até agora, a polícia acreditava que os abusos tinham começado em 2007.
Até agora, a polícia acreditava que os abusos tinham começado em 2007.
A professora
contou à polícia que conhecia o advogado há 14 anos. Disse que, na época,
ela trabalhava como prostituta. O advogado era seu cliente e teria contado a
ela sobre abusos contra outras crianças.
Em depoimento, a
suspeita admitiu que abusou de pelo menos uma criança. O advogado e a
professora podem ser condenados a 15 anos de prisão por cada abuso.
Professora é
levada para prisão
A professora, que teve a prisão temporária decretada e foi levada nesta sexta-feira (29) para o Complexo Penitenciário de Bangu, pode ter ajudado o advogado e contador a abusar de "muitas" crianças. A informação é da Polícia Civil. Segundo a delegada titular, Cristiane Bento, a delegacia vai tentar identificar outras possíveis vítimas.
A professora, que teve a prisão temporária decretada e foi levada nesta sexta-feira (29) para o Complexo Penitenciário de Bangu, pode ter ajudado o advogado e contador a abusar de "muitas" crianças. A informação é da Polícia Civil. Segundo a delegada titular, Cristiane Bento, a delegacia vai tentar identificar outras possíveis vítimas.
"Temos
muitas imagens para analisar, dois HDs, 20 pendrives. Já sabemos que ela e ele
vão responder por armazenamento, produção de conteúdo pornográfico com crianças
e adolescentes e por estupro de vulnerável", afirmou a delegada titular
Cristiane Bento.
Ela diz que a segunda
vítima confirmada, uma menina de quatro anos que estudava na creche
onde a professora trabalhava, quase foi levada para a casa do advogado, no
Grajaú.
"A mãe da
menina diz que a professora tentou convencê-la de que o pai estaria abusando
dessa menina. A sorte é que a polícia impediu que isso acontecesse",
afirmou a delegada.
Na quinta (28),
a prisão do advogado em flagrante foi convertida para preventiva. A decisão foi
do juiz Marco José Mattos Couto.
A professora
disse ainda, em um segundo depoimento, que o advogado recebia dela fotos de
encartes de lojas de departamento com fotos de crianças. "Ela contou que
ele se excitava com aquilo", afirmou a delegada, que disse ainda que a
professora levou a enteada, que em 2007 tinha 9 anos, para ser abusada pelo
advogado, em troca de R$ 100.
Dona da
creche se defende
Viviane Carvalho, a dona da creche onde a professora suspeita de pedofilia trabalhava desde fevereiro, voltou nesta sexta-feira (29), à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima (Dcav). Ela reafirmou que desconhecia o aliciamento de crianças na instituição e que confiava na professora, que ela conhece desde infância.
Viviane Carvalho, a dona da creche onde a professora suspeita de pedofilia trabalhava desde fevereiro, voltou nesta sexta-feira (29), à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima (Dcav). Ela reafirmou que desconhecia o aliciamento de crianças na instituição e que confiava na professora, que ela conhece desde infância.
Entenda o
caso
Na quarta-feira (27), depois de investigar uma denúncia anônima, os agentes da Dcav prenderam o advogado e apreenderam computadores e material de pedofilia, que ele tinha em seu escritório no Centro do Rio. Pelas imagens e por trocas de mensagens através de redes sociais, em que crianças eram oferecidas ao advogado, os policiais chegaram até a professora da creche. Segundo a polícia, ela aliciava crianças para levar ao advogado.
Na quarta-feira (27), depois de investigar uma denúncia anônima, os agentes da Dcav prenderam o advogado e apreenderam computadores e material de pedofilia, que ele tinha em seu escritório no Centro do Rio. Pelas imagens e por trocas de mensagens através de redes sociais, em que crianças eram oferecidas ao advogado, os policiais chegaram até a professora da creche. Segundo a polícia, ela aliciava crianças para levar ao advogado.
"Quando eu
olhei aquilo [a foto enviada em anonimato], eu me perguntei: 'Quem é essa
menina? Quem é esse homem?', quando começamos a investigar e chegou até ele. Aí
eu pedi a busca e apreensão na casa e no escritório dele. Foi quando a gente se
deparou com aquele monte de material de pedofilia. No contexto, havia essa
mulher", disse a delegada.
A professora
admitiu ter aliciado uma criança em 2007. O advogado nega ter abusado
sexualmente de crianças.
"O fato
dela entregar crianças e adolescentes para este advogado começou a partir de
2007, isso em troca de dinheiro. A gente busca o maior número de provas e de
vítimas para que no final eles possam responder pelos crimes efetivamente que
eles praticaram. A pena de cada um por estupro de vulnerável é de 15 anos,
sendo que o advogado responde também pelo armazenamento de fotos e imagens
destas crianças", afirmou a delegada.
Uma mãe suspeita
que o filho tenha sofrido abusos da professora porque notou uma mudança de
comportamento do menino. "Eu fiquei indignada porque eu deixo ele lá pra
aprender outras coisas, e aprendeu isso, a gente ficou impressionada com o
comportamento dele", contou.
Segundo Viviane,
os pais das 25 crianças matriculadas na casa de recreação e lazer do bairro
também não desconfiavam de nada na atitude de professora, que sempre fora muito
delicada e atenciosa com as crianças. Na quinta-feira (28), eles prestaram
apoio à dona do estabelecimento e disseram que iriam manter seus filhos no
lugar.
Do G1 Rio

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