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Situação de
uma das seis ilhas das Ilhas Salomão que também
estão
desaparecendo por conta da erosão
(Foto: Simon Albert/Reuters)
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Situação é causada pelo
aquecimento global, ventos e correntes marítimas; Aumento do nível das águas foi de entre sete a dez milímetros anuais.
Um grupo de cientistas alertou em
um estudo sobre o desaparecimento de cinco ilhas desabitadas do Pacífico Sul
devido ao aumento do nível do mar, que ameaça arrasar outros territórios
insulanos da região.
"A areia foi varrida de suas
plataformas e (...) é impossível que sejam recuperadas", afirmou à Agência
Efe Javier Xavier León, especialista da Universidade da Sunshine Coast que
participou da pesquisa.
O estudo, publicado na revista
"Environmental Research Letters", examinou 33 territórios das Ilhas
Salomão através de imagens aéreas e por satélite que datam entre 1947 e 2014, e
utilizaram o conhecimento da população local.
O pesquisador, de origem peruana,
qualificou de "drástico" o desaparecimento das cinco ilhas - chamadas
Kale, Zollies, Rehana, Kakatina e Rapita - que aconteceu em poucas décadas.
"Esta situação não se viu,
pelo menos de forma sistemática e com a mesma velocidade, em outros lugares do
Pacífico", disse León.
Apesar de não registrar
assentamentos humanos nas ilhas desaparecidas, de entre 12.240 e 48.890 metros
quadrados, estas sim possuíam vegetação.
Outras seis ilhas das Ilhas
Salomão, país formado por cerca de mil ilhas vulcânicas de 500 metros de
altitude, também registraram uma erosão em mais de 20% de seu território.
"A maioria das ilhas estão
desabitadas e só foram utilizadas pelas comunidades locais para pescar, embora
fossem parte do dia a dia do povo", afirmou León.
O estudo reflete, além disso, que
em duas das ilhas estudadas a erosão produzida no litoral destruiu populações
que datavam de 1935 e obrigou a realocação das comunidades locais.
Os cientistas, chefiados por Simon
Albert, da Universidade de Queensland, assinalam que o aumento do nível das
águas no norte das Ilhas Salomão foi de entre sete a dez milímetros anuais
durante as últimas duas décadas.
Um ritmo que supera a média mundial
de três milímetros por ano, segundo León.
Este fenômeno, que não é
registrado com a mesma rapidez na região sul do país insulano, se atribui
parcialmente à mudança climática, que devido ao aumento das temperaturas faz
com que os polos se derretam e aumente o nível das águas.
Outro fator regional que segundo
apontam os especialistas incidiu no desaparecimento dos territórios são os
ventos alísios "que sopram e acumulam água na parte oeste do
Pacífico".
Apesar de "o aquecimento
(global) ser o cenário, se deve levar em conta os ventos e as correntes
(marítimas)", avaliou León.
Por isso, nas Ilhas Salomão se
registra um notável movimento de ondas, o que provoca uma rápida erosão dos
terrenos insulanos.
Os pesquisadores constataram que
desde a década de 90 o processo de desaparecimento aconteceu com uma maior
rapidez no norte das Ilhas Salomão.
Os cientistas advertem que o
fenômeno poderia se repetir em mais lugares do Pacífico, como em Papua Nova
Guiné, e territórios do oceano Índico.
Outros arquipélagos insulanos do
Pacífico Sul como Kiribati, Vanuatu e Ilhas Marshall também lutam pela
sobrevivência de suas ilhotas por causa do progressivo aumento do nível das
águas.
Da EFE

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