Em meio à suspeita de que o presidente interino da Câmara
dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), tenha sido assessorado pelo governo na
elaboração do parecer que anulou o processo de impeachment da presidente Dilma
Rousseff, o deputado Marcos Rogério (DEM-RO) quer acionar a Polícia Federal
para fazer uma perícia no documento.
Maranhão, antes de dar a decisão, reuniu-se com o
advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, e o governador do Maranhão,
Flávio Dino (PCdoB). Segundo Marcos Rogério, há indícios de que o ato não foi
feito na Câmara dos Deputados. Ele vai pedir a análise, por exemplo, de onde a
ação foi digitada e impressa. "A partir daí chegaremos à conclusão de quem
o orientou e quais as motivações.
Pode ser um atentado à ordem jurídica. Se não foi feito
dentro da Câmara, é algo mais grave do que aparenta ser", disse o
congressista. "Está-se diante de uma situação onde quem representa a União
pode estar trabalhando contra um dos poderes da República. A AGU não deve só
defender o Executivo, mas também o Legislativo e o Judiciário", continuou.
A advocacia-geral da União ingressou com um mandado de segurança nesta
terça-feira pedindo a anulação do processo de impeachment, previsto para ser
votado nesta quarta pelo Senado.
Marcela
Mattos, de Brasília
Veja.com

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