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Soldados
colombianos carregam o corpo de militar morto
durante
combate com terroristas das Farc
(Jaime
Saldarriaga/Reuters)
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Além do recrutamento forçado,
líderes da guerrilha convenciam jovens a se juntarem às Farc através de
persuasão e propaganda enganosa
A Procuradoria Geral da Colômbia
denunciou na segunda-feira que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia
(Farc) recrutaram 11.556 menores de idade entre os anos 1975 e 2014. A prática
foi atribuída aos principais líderes da guerrilha, através de uma
"política sistemática e generalizada".
De acordo com o procurador geral
encarregado do caso, Jorge Perdomo, a Justiça do país acredita que o
recrutamento em massa dos menores constituiu um crime de guerra. Do total de
jovens levados a se juntar à guerrilha, 33% eram mulheres e 67% homens.
A investigação desenvolvida ao
longo de um ano foi reportada um dia depois de o governo colombiano e as Farc
anunciarem um acordo em Havana
para que menores de 15 anos deixem a guerrilha, além de se comprometerem
em trabalhar na desmobilização progressiva daqueles que têm até 18.
Seguindo as práticas indicadas
pelas Farc em seus documentos, 30% dos recrutamentos foram forçados, 47% feitos
com base em persuasão e 23% através de propaganda enganosa. As investigações
também determinaram a existência de um guia de trabalho, chamado de
"clubes infantis bolivarianos", por meio dos quais buscavam
instruções para se aproximar de crianças com entre cinco e 12 anos.
O procurador geral mencionou ainda
que o atual chefe negociador dos diálogos de paz em Cuba está entre os
"maiores recrutadores" do grupo. Mais de 180 casos foram atribuídos a
Ivan Márquez, conhecido pelo nome de Luciano Marín. "Pudemos estabelecer
que esta política de recrutamento ilícito é perfeitamente atribuível ao
Secretariado e ao Estado-Maior" das Farc, afirmou Perdomo.
(Com EFE)

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