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Bumlai
presta depoimento à PF sobre reuniões
com Marcelo Odebrecht (Foto:
Reprodução/RPC)
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Pecuarista réu em ação da Lava
Jato foi ouvido em Curitiba nesta terça (24). Ele é acusado de intermediar
empréstimo de R$ 12 milhões para o PT.
O pecuarista José Carlos Bumlai
foi interrogado na tarde desta terça-feira (24) pela Polícia Federal (PF). Os
investigadores marcaram a oitiva para tratar das relações e reuniões de Bumlai
com o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht, que está preso há quase um
ano pela Operação Lava Jato.
O interrogatório ocorreu na Superintendência
da Polícia Federal em Curitiba, onde Bumlai chegou a ficar preso por alguns
meses – ele atualmente cumpre prisão domiciliar com tornozeleira por motivos de
saúde. O depoimento durou mais de uma hora, mas tanto Bumlai quanto a advogada
Daniela Meggiolaro, que o acompanhou, deixaram o local sem falar com a imprensa
sobre o conteúdo do depoimento.
Meggiolaro é sócia de Arnaldo
Malheiros Filho, advogado criminalista que também defendia Bumlai e morreu
nesta terça-feira. Com 65 anos, ele estava internado no Hospital Sírio Libanês
e não teve a causa da morte informada até a publicação desta reportagem.
Malheiros era considerado um dos
mais importantes criminalistas do país, tendo entre seus clientes, além de
Bumlai, Delúbio Soares, ex-senador pelo PT; Paulo Maluf; Eliane Tranchesi,
falecida dona da butique Daslu; e Edemar Cid Ferreira, ex-dono do Banco Santos.
Acusações
Amigo do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, Bumlai é acusado de ter intermediado um empréstimo de R$ 12
milhões junto ao Banco Schahin, que tinha como verdadeiro destinatário final o
Partido dos Trabalhadores (PT).
A quitação desse empréstimo foi
feita através de um contrato entre o Grupo Schahin e a Petrobras para operação
de um navio-sonda, mas Bumlai e o Banco Schahin celebraram contrato fictício
para mascarar a operação.
O processo contra ele na Justiça
Federal do Paraná está em fase final. Todos os réus da ação já foram
interrogados, à exceção de José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai.
Os depoimentos perante o juiz Sérgio Moro já foram adiados mais de uma vez por
conta do estado de saúde do pecuarista, e estavam previstos para quarta-feira
(25).
Contudo, com a morte de Malheiros,
o juiz Sérgio Moro atendeu pedido de Daniela Meggiolaro, que solicitou o
adiamento por falta de "condições emocionais" dos advogados que fazem
parte da equipe.
"Lamentando o ocorrido, o
falecimento do ilustre advogado, acolho o pedido e redesigno o interrogatório
de José Carlos Bumlai e Maurício de Barros Bumlai para o dia 30 de maio de
2016, às 15 horas", decidiu Moro.
Do G1 PR

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