4/06/2016

Uruguai registra 1º caso de zika; vírus teria sido contraído no Brasil

Imagem de micrografia eletrônica de transmissão colorida
digitalmente mostra o vírus da zika; na imagem colorida
digitalmente, o vírus é representado pelos pontos vermelhos
(Foto: CDC/Cynthia Goldsmith)
Fonte do Ministério da Saúde diz que paciente contraiu vírus no RJ.
O Uruguai confirmou seu primeiro paciente infectado com o vírus da zika, contraído no Brasil, disse uma fonte do Ministério da Saúde uruguaio à Reuters na terça-feira (5).
O país sul-americano não havia detectado casos da infecção, sendo o único da região sem registro da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também pode provocar dengue e chikungunya.
O paciente é um homem uruguaio que esteve recentemente no Rio de Janeiro, segundo disse a fonte sob a condição de anonimato. O jornal uruguaio "El País" também afirmou que a pessoa adquiriu o vírus durante uma viagem ao Rio e, dias após seu retorno a Montevidéu, manifestou os sintomas da doença.
A infecção do vírus da zika em gestantes tem sido relacionada a um aumento de casos de recém-nascidos com microcefalia no Brasil, o que motivou a busca conjunta com pesquisadores norte-americanos por uma vacina.
O Brasil já confirmou mais de 1.046 casos de microcefalia e acredita que a maioria deles esteja relacionada às infecções do zika nas mães. O país investiga outros 4.046 possíveis casos de microcefalia, a má-formação craniana de recém-nascidos.

Pesquisadores da Organização Mundial de Saúde (OMS) disseram no fim de março que há um “consenso científico forte” sobre a ligação do vírus com a microcefalia e com a síndrome de Guillain-Barré, uma desordem neurológica, ainda que as evidências conclusivas pudessem demorar meses ou anos.

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