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Queda da
Petrobras puxou perdas na Bovespa
nesta
segunda(Paulo Whitaker/Reuters)
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Notícia de que a estatal
anunciaria barateamento da gasolina e do diesel nesta segunda puxou queda de
quase 10% das ações da empresa
A Petrobras informou nesta
segunda-feira que não pretende reduzir os preços dos combustíveis no momento,
mas que está permanentemente avaliando as condições do mercado. A declaração
ocorreu depois que notícias sugerindo um iminente corte dos preços derrubaram
as ações da estatal.
"A Petrobras informa que não
há previsão, neste momento, de reajuste nos preços de comercialização de
gasolina e diesel. Sobre o assunto, vale esclarecer que a companhia avalia
permanentemente a competitividade de suas práticas e condições
comerciais", disse a estatal em comunicado.
No domingo, o jornal O Globo
noticiou que a Petrobras deveria anunciar nesta segunda-feira redução dos
preços da gasolina e do diesel, levando a forte queda das ações da estatal. As
ações preferenciais da Petrobras recuaram 9,3%, e as ordinárias fecharam em
baixa de 8,8%, também pressionadas pelo recuo do preço do petróleo no mercado
internacional. O tombo das ações da Petrobras puxou as perdas na Bovespa, que
fechou em baixa de 3,5%.
Analistas afirmaram que uma
redução nos preços dos combustíveis seria muito negativa para a Petrobras, já
que aumentaria a pressão sobre o fluxo de caixa da estatal, que busca se
recuperar do prejuízo de 36,9 bilhões de reais registrado no quarto trimestre.
As notícias também derrubaram ações de empresas do setor de açúcar e etanol,
produto concorrente da gasolina no Brasil. O papel da Cosan fechou em baixa de
7,82%, maior declínio porcentual diário desde agosto de 2011.
De acordo com um membro do
Conselho de Administração da Petrobras, a informação publicada pelo jornal
tratava-se de "um balão de ensaio do governo" para "testar a
reação" do mercado. E devido à forte reação, houve um recuo.
Segundo o conselheiro, que pediu
anonimato, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, enviou e-mail ao
conselho de administração afirmando "que haviam estudado a redução, mas
não tomaram decisão".
Um corte nos preços patrocinado
pelo governo federal, sócio majoritário da Petrobras, poderia ajudar na criação
de uma agenda positiva, com a redução de pressões inflacionárias, diante das
dificuldades políticas enfrentadas pela presidente Dilma Rousseff.

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