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Os advogados
criticam a atuação do juiz Sérgio Moro, que conduz
a Lava Jato na Justiça Federal de Curitiba.
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Advogados do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva encaminharam nova manifestação ao Supremo Tribunal Federal
(STF) na noite desta segunda-feira, 4, para defender a regularidade da posse do
petista na chefia da Casa Civil. A peça foi encaminhada ao ministro Gilmar
Mendes, principal relator das ações que questionam a nomeação de Lula ao
ministério. No texto, os advogados criticam a atuação do juiz Sérgio Moro, que
conduz a Lava Jato na Justiça Federal de Curitiba, e sugerem que o magistrado
tenta intervir na organização política do País.
"Esses atos - em desafio à
Constituição, à lei e à própria competência desse Excelso STF - foram
praticados para tentar colocar o peticionário (Lula) e até mesmo os seus
advogados em estado de submissão e de incapacidade de reagir a essas
arbitrariedades e, ainda, à inconstitucional tentativa de intervenção do Juiz
Federal Sérgio Moro na organização política do País", escreveu a defesa de
Lula ao citar decisões de Moro como a divulgação de grampos telefônicos e
também a participação do juiz em eventos "capitaneados por políticos e
empresas com manifesto interesse na investigação". "Há tempos, aliás,
esta Excelsa Corte sabe que o Juiz Federal Sérgio Moro vem cometendo excessos e
ilegalidades", afirmam os advogados.
Até agora, a ida do petista para a
Casa Civil está suspensa por decisão liminar (provisória) de Gilmar Mendes. Na
decisão, o ministro apontou que a mudança de foro do petista, gerada pela ida
ao ministério, é uma forma de "obstrução ao progresso das medidas judiciais"
e que o telefonema gravado entre Lula e Dilma mostra que os dois tinham medo de
eventual prisão do ex-presidente. Na conversa, a presidente diz a Lula que
enviaria o termo de posse, antes da cerimônia, para ser usado em "caso de
necessidade". A decisão de Gilmar Mendes e a situação do ex-presidente
Lula precisam ser discutidas no plenário do STF, o que só deve ocorrer a partir
da próxima semana.
A defesa do petista alega que a
conversa entre Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff captado durante interceptações
telefônicas da Lava Jato é nula, pois foi colhida após a ordem de suspensão do
grampo. Por isso, defendem, a conversa não pode servir como fundamento para
suspender a posse de Lula.
"É evidente, portanto, que a
exposição indevida da imagem do Peticionário, gerada sobretudo pela atuação
abusiva e ilegal do juiz federal Sérgio Moro - de forma incompatível com a
situação jurídica do Peticionário -, não pode ser utilizada para macular o ato
de nomeação exarado pela Exma. Sra. Presidente da República ou, ainda, ser
utilizado para fundamentar a afirmação de que o Peticionário estaria em busca
de um foro privilegiado", escrevem os advogados.
Na semana passada, Moro enviou
ofício ao STF na qual pediu "escusas" pelas polêmicas causadas a
partir da divulgação dos áudios. O juiz negou que o levantamento do sigilo
tivesse por objetivo "gerar fato político partidário, polêmicas ou
conflitos, algo estranho à função jurisdicional". Moro também argumentou
que a interceptação telefônica estava amparada na lei e tinha "foco
exclusivo" nas condutas de Lula e outras pessoas que não possuem foro
privilegiado.
Contribuição
Os advogados de Lula sustentam
ainda que a nomeação de ministro de Estado é uma decisão que cabe
"exclusivamente" à presidente da República e também sustentam que ele
preenche os requisitos para assumir a função. "O que está em discussão,
portanto, é um cargo político por natureza, cujo preenchimento depende apenas
da vontade da Presidenta da República." A defesa volta a defender que não
houve desvio de finalidade no ato de nomeação do petista.
No texto, os advogados citam
feitos do ex-presidente para alegar que ele pode "contribuir com o
País" e tem plenas condições de exercer o cargo. "É evidente, por
tais fatos, a possibilidade e a capacidade do Peticionário para novamente
contribuir com o País e com a Presidenta da República, na condição de Ministro
de Estado, para restabelecer o desenvolvimento econômico e social",
escrevem os advogados

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