Pesquisa do Sebrae mostra que crise afetou negócio de 87% de empreendedoras na Região dos Lagos | Rio das Ostras Jornal

Pesquisa do Sebrae mostra que crise afetou negócio de 87% de empreendedoras na Região dos Lagos

Empresárias também cortaram despesas na vida pessoal e estão trocando marcas favoritas por similares mais baratas

A crise econômica e política em curso no país afetou os negócios de 87% das micro e pequenas empresárias da Região dos Lagos. Os dados são de pesquisa realizada pelo Sebrae na região, que ouviu uma amostra de 153 empresárias de um universo quase 10 mil empreendedoras na região. Segundo a pesquisa, 55,5% das empresárias disseram que os fatos ocorridos recentemente no Brasil afetaram parcialmente o seu negócio e 31,4% garantiram que afetaram totalmente. A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 21 de março. A crise também foi tema de conversa nesta quinta-feira, 31, quando o Sebrae lançou na região o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2016 em evento exclusivo para 150 mulheres empreendedoras, em Cabo Frio.

Para se manter no mercado, a saída foi usar a criatividade e a tesoura. De acordo com a pesquisa, 70,7% delas se viram obrigadas a promover mudanças em suas empresas para continuar de pé. Com a redução de clientes, 57,4% reduziram os preços, 40,4% cortaram custos internos, 27,7% buscaram fornecedores mais baratos, 26,6 % reduziram a margem de lucro e 23,4% negociaram com fornecedores para ampliar os prazos de pagamento.

Na avaliação de Ana Claudia Vieira, coordenadora do Sebrae na Região dos Lagos, as empreendedoras estão    no caminho certo. “Na crise, o importante é olhar para dentro de casa. Não é fácil para ninguém, mas é hora de analisar seu negócio profundamente para promover mudanças e buscar inspiração para encontrar soluções criativas. Não é raro as empresas saírem dessa mexida melhor, mais enxutas, mais focadas e até enxergando novas oportunidades”, explica.

Entre as alternativas listadas pelas empreendedoras na pesquisa estão ainda a realização de promoções de vendas, a redução do volume de compras, a redução de pessoal, o aumento de produção própria, a ampliação do horário de atendimento e a contratação de empréstimo. No comércio, houve também quem optasse por fechar a loja e vender de porta em porta. 
A pesquisa mostra, entretanto, que do ponto de vista de gestão, as empreendedoras ainda têm o que melhorar. A maioria delas utiliza em suas empresas controles de vendas e de custos, porém 63% admitem que não usam os instrumentos de gestão citados para tomada de decisão. “Vimos que só 18% das empreendedoras fazem planejamento estratégico para a sua empresa. E que há um interesse grande delas em se capacitar em diversas horas. Temos muitos cursos gratuitos para microempreendedores individuais e oferecemos outras ferramentas de gestão a custo muito baixo para pequenas empresas. Informação e qualificação são armas poderosas para empreendedores. Estamos abertos para ajudar as empresas. Indo ao Sebrae podemos analisar gratuitamente o momento da empresa e fazer um plano de desenvolvimento. Vamos convidar todas para fazer um agendamento conosco”, explicou Ana.

A crise também obrigou as empresárias a promover cortes em seu dia a dia. O levantamento mostrou que 83% delas mudaram gastos com despesas pessoais. Lazer e alimentação foram o grupo de despesas mais afetados, citados por 55,2% e 45,6% das entrevistadas. Quando questionadas sobre os hábitos de consumo que mais alteraram, 63,5% das empresárias afirmaram que reduziram as despesas para a casa e deixaram a fidelidade a marcas de lado : 48,4% trocaram produtos de seu gosto por similares mais barato e 43,7% deixaram de ir a determinados estabelecimentos para consumir em outros mais em conta.

“Esse é um movimento esperado na crise. Todo mundo procurando enxugar despesas. Por isso que as empresas precisam sair de onde estão e promover redução de preço para atrair e segurar clientes. Mas para não ter prejuízo ao baixar preços, precisam avaliar e repensar os processos e as estratégias da empresa”, explicou Ana.


A boa notícia é que com tudo isso, as empreendedoras ainda estão otimistas em relação a 2016: 35% esperam aumentar o faturamento e 21,6% acreditam que permanecerá inalterado. A grande maioria (71,6%) não pretende demitir. A maior parte das entrevistadas tem até o Ensino Médio e está na faixa de 40 anos. A maioria dos negócios possuem de três a cinco anos de existência.
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