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Aposentado
João Bosco, de 83 anos, desaparece em Niterói
(Foto:
Arquivo Pessoal/Letícia Castro Neves)
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João Bosco, de 83 anos, desapareceu
após sair de casa para comprar leite.
O aposentado João Bosco, de 83
anos, sumiu no domingo (2) por volta das 10h30 após sair de casa no bairro de
São Francisco, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, para comprar leite
em um supermercado. O carro em que ele estava foi achado na manhã desta
segunda-feira (4) no bairro Pé Pequeno.
De acordo com a filha do
aposentado, Letícia Castro Neves, o pai seguia rigorosamente uma rotina. “Ele é
muito metódico, a casa gira em torno da rotina de horário que ele impõe. Ele
jamais deixaria de estar em casa para almoçar com a família. Neste trajeto até
o supermercado e a volta ele demoraria no máximo 30 minutos”, afirmou Letícia.
João Bosco vestia bermuda cáqui,
camisa pólo listrada e uma sandália de couro no estilo franciscana no dia em
que desapareceu. Segundo Letícia, o pai tem problemas de coração e faz uso de
medicação para contralar a pressão. Ela afirmou ainda que o pai não tinha nada
que pudesse justificar um lapso de memória.
Morador do bairro São Francisco há
42 anos, João Bosco costumava dirigir e andar de bicicleta pela região. “Meu
pai é um esportista, ele anda de bicicleta pelo bairro todo e joga peteca quase
todos os dias”, completou Letícia.
A família imprimiu cartazes com a
foto de João Bosco e distribui por diversos pontos de Niterói. A filha afirmou
ao G1 que o carro do pai foi encontrado por taxistas que trabalham nas
proximidades do Campo de São Bento.
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Família de desaparecido distribuiu cartaz com
informações sobre aposentado desaparecido (Foto: Letícia Castro Neves/ Arquivo Pessoal) |
“O carro foi encontrado na segunda-feira
de manhã. Por causa dos cartazes que distribuimos e das nossas publicações nas
redes sociais, os motoristas de táxis que acharam lá no bairro de Pé Pequeno.
Ele nunca foi lá, esse lugar é usado para desova de veículos”.
Segundo Letícia, o carro estava
arranhado e cheio de lama. “Nós achamos o documento do carro e o cartão do
RioCard do meu pai. O tapete do chão estava sobre o banco, a frente do rádio
estava no banco e o guarda-chuva também, mas mas não tinha indícios dele”,
contou.
“A polícia pediu pra gente
esperar, mas está sendo impossível pra gente. Eles dizem que estao
investigando, mas não dão nem dica”, concluiu emocionada Letícia.
De acordo com o delegado Fábio
Barucke, titular da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG),
o procedimento policial estava em andamento e policiais civis realizam
diligências para esclarecer o ocorrido nesta terça-feira.


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