Prisão de sobrevivente na semana
passada não muda estratégia de defesa. 'Ninguém tem o direito de matar', afirma
advogado Clovis Murillo Sahione.
PMs suspeitos de matar menor no
Sumaré chegam para depor na Divisão de Homicídios, no Rio, que investiga o
caso, nesta terça-feira (22). O delegado Rivaldo Barbosa considera crucial
esses depoimentos para esclarecer pontos que ainda continuam obscuros nes
(Foto: Gabirel Barreira/G1)
A prisão de um sobrevivente do
caso Sumaré, na última sexta-feira, não vai interferir no julgamento dos
policiais militares envolvidos no caso. A afirmação é da própria defesa dos
agentes. Conforme o G1 apurou nesta terça-feira (8), os cabos Fábio Magalhães e
Vinícius Lima foram expulsos da corporação, mas seguem presos no Batalhão
Especial Prisional (BEP).
Eles, que ainda não foram
julgados, devem ser transferidos para uma prisão comum. Réus confessos, são
acusados de ter levado três menores que consideraram suspeitos para o alto da
floresta e ter decapitado um deles.
Dos sobreviventes, um se fingiu de
morto após ser baleado. O outro, Régis Alves de Jesus, foi liberado. Ele
escapou por dizer que trabalhava com o tio no Camélodromo da Uruguaiana. Na
semana passada, foi preso no mesmo local suspeito de vender produtos piratas.
Mas a ilegalidade não ameniza a situação dos policiais, nem altera a estratégia
de defesa.
"Não [muda]. Depois daquela
tragédia, ele [sobrevivente] cometeu outros ilíticos. Mas ninguém tem o direito
de matar", resume o advogado de defesa Clovis Murillo Sahione de Araújo.
O afastamento definitivo da dupla
só aconteceu depois de um ano do início do julgamento no Tribunal de Justiça
Militar. O processo foi desmembrado em dois e deve ser concluído em júri
popular dentro de dois meses no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
O Ministério Público e a defesa
dos ex-policiais ainda precisam apresentar as alegações finais para o tribunal
ser marcado, segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Sobrevivente preso por pirataria
Régis Alves de Jesus, de 18 anos,
tinha 16 quando foi levado para o alto do Sumaré por policiais militares. Por
pouco, ele escapou da morte. De acordo como o Ministério Público, os agentes o
liberaram depois que ele disse ser sobrinho de um ambulante do Camelódromo. Como
mostrou o RJTV de sábado (5), Régis foi preso numa operação contra pirataria
justamente no Camélodromo. Os policiais apreenderam, no total, 100 aparelhos e
cerca de R$ 2 mil.
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