A CPI das Armas da Alerj concluiu,
após vistoria no Sistema Informatizado de Material Bélico (SistMatBel) da
Polícia Militar, que o Rio de Janeiro está muito atrasado em relação a outros
estados na questão do controle de armas. Os integrantes da CPI se reuniram com
comandantes de batalhões do Rio, no Quartel General da PM, e sugeriram que o
sistema de fiscalização de armas adote medidas já utilizadas em outras partes
do país.
“Em São Paulo, as armas ficam
acauteladas com os PMs. No Paraná, elas têm chips de controle. Em Pernambuco,
as armas apreendidas são lacradas e depois destruídas. Em Santa Catarina, o
Boletim de Ocorrência é eletrônico, no tablete, e não no papel”, lembrou o
deputado Carlos Minc.
Ele acrescentou ainda que, em
vários estados, são comprados lotes de munição, o que facilita o controle. “Em
muitos deles, o Instituto de Criminalística estadual rastreia a arma apreendida
para checar se foi roubada de um policial civil ou militar”, afirmou. Das mais
de 2 mil armas que foram extraviadas ou roubadas das unidades policiais e de
empresas de segurança, de 2005 a 2015, a CPI das Armas apurou que 635 sumiram
da PM.

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