Em um reduto rebelde ao leste de
Damasco, o relatório descreve crianças morrendo de doenças evitáveis.
"Algumas morreram por desnutrição, outros por falta de medicamentos. Aqui,
crianças morreram de raiva por falta de vacinas", diz o relatório.
"As doenças de pele e gástricas se espalham, já que o regime cortou o
abastecimento de água, e as pessoas se servem da que fica depositada na
superfície. Em geral, contaminada pelo esgoto."
Crianças são afetadas por
inflamações pulmonares
Segundo a ONG, as crianças são
particularmente afetadas pelas inflamações e infecções pulmonares causadas
pelas emanações de fumaça das explosões. Cuidados em obstetrícia praticamente
não existem.
"Muitas das mortes são
consequência de hemorragias e da impossibilidade de operar. Os partos acontecem
nas casas sem contar com uma parteira", conta Amira, uma mãe de família
que vive em uma zona sitiada no norte da província de Homs (centro).
"Algumas crianças morreram,
porque não há incubadoras para os recém-nascidos", explica Abud, um
assistente de saúde que trabalha perto de Damasco. Muitas famílias
entrevistadas dizem que ficam sem comer durante todo o dia.
Atualmente, na Síria, mais de 450
mil pessoas estão sitiadas, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas
para os Direitos Humanos. Na terça (8), um porta-voz do programa alimentar
mundial informou que pelo menos 150 mil delas não receberam qualquer ajuda
desde meados de fevereiro.
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