Secretaria de Segurança informou
que esquema de segurança está sendo planejado com base no primeiro grande
protesto, de março de 2015
A Secretaria de Estado da
Segurança Pública (SSP) estima que as manifestações a favor do impeachment da
presidente Dilma Rousseff (PT), marcadas para o próximo domingo reúnam público
de cerca de um milhão de pessoas na região da Avenida Paulista, no centro de
São Paulo. O atual titular da pasta, Alexandre de Moraes, afirmou nesta
terça-feira que o esquema de segurança tem sido planejado com base no primeiro
grande ato contra a presidente, ocorrido em março de 2015.
"Nós estamos acreditando que
(o público) deva se aproximar mais da primeira manifestação, quando tivemos, na
Avenida Paulista e todos os arredores, em torno de um milhão de pessoas",
afirmou Moraes. No ano passado, o cálculo do número de manifestantes na
Paulista, feito pela Polícia Militar, foi alvo de contestação, mas, segundo o
secretário, "pelo menos duas paralelas e cada um dos lados também ficaram
superlotados".
Corredores de ônibus e estações do
Metrô serão fiscalizados no dia do ato para garantir a segurança dos
manifestantes, de acordo com o secretário. O clássico entre São Paulo e
Palmeiras, válido pelo Campeonato Paulista, previsto para as 16 horas do
domingo, também foi antecipado para as 11 horas. Segundo Moraes, a solicitação
foi feita para que o sistema de transporte não tenha problemas de superlotação.
Moraes também disse que, até o
momento, não foi comunicado sobre protestos organizados por grupos favoráveis à
presidente Dilma e contrários ao impeachment. "Se até o final da tarde de
amanhã (quarta-feira), não houver nenhuma comunicação desses grupos, nós vamos
entrar em contato com aqueles que estão anunciando pela internet, pelas redes
sociais, para que eles definam o local", disse.
Os manifestantes a favor da
presidente não poderão escolher a região da Avenida Paulista para realizar o
ato. "Constitucionalmente não é possível que dois grupos antagônicos se
manifestem no mesmo local", afirmou o secretário. "Porque pode gerar
confusão, pode gerar briga. Não haverá nenhum problema se houver uma
manifestação contra o impeachment domingo, só que em outro local",
justificou.
O secretário também afirmou que
vai acompanhar o ato a favor do impeachment como "secretário da
Segurança". "Vou realizar exatamente o mesmo percurso que realizo em
todas as manifestações", disse. "Primeiro, olho a localidade,
inclusive por dentro da manifestação. Depois, junto com o comandante-geral (da
PM, coronel Ricardo Gambaroni), fazemos um sobrevoo, até para verificar a
situação das adjacências. E vamos ao Copom (Centro de Operações da Polícia
Militar) para verificar eventuais problemas, inclusive no metrô e trem."

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