Não faz nem uma semana desde que a
Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a microcefalia, ligada ao Zika
vírus, uma emergência global, e teorias da conspiração já estão pipocando pela
internet. Uma pandemia que acendeu uma discussão sobre direito a aborto e sobre
uma guerra genética? A família Rockefeller só pode estar envolvida.
Eis algumas "teorias"
sobre a origem do vírus Zika, colhidas do bastião do discurso científico
racional, também conhecido como internet.
Talvez o mais difundido dos
rumores espalhados online é que o surto do Zika foi causado por mosquitos
geneticamente modificados liberados por uma empresa de controle de insetos
chamada Oxitec. É verdade que a Oxitec atua na área de criação de mosquitos
geneticamente modificados, e também é verdade que a Oxitec conduziu testes
desses insetos aqui no Brasil, mas aqui acaba o vínculo da teoria com a
realidade.
Os mosquitos da Oxitec carregam um
traço genético hereditário que torna qualquer um dos seus descendentes incapaz
de sobreviver sem o antibiótico tetraciclina. Quando uma fêmea selvagem cruza
com um macho geneticamente modificado, as larvas morrem antes de chegar à vida
adulta. Para a teoria que envolve a Oxitec funcionar, um punhado de mosquitos
geneticamente modificados tem que ter sido liberado com grandes quantidades de
tetraciclina.
Além disso, a empresa de controles
de insetos tinha um monte de vírus Zika guardados? E de alguma forma o
epicentro do surto da Zika começou a centenas de quilômetros de onde a Oxitec
estava conduzindo seus testes? Ainda por cima, em que mundo mosquitos
programados para morrer são prováveis responsáveis por uma pandemia?
Essas são questões que não podem
ser respondidas facilmente.
Você sabia que o governo dos EUA
tem o vírus Zika em seus arquivos biológicos desde 1947? Você sabia que o vírus
Zika foi originalmente isolado de macacos, quer dizer, criado em um laboratório
secreto da família Rockefeller e está disponível para venda online?
A ideia de que a epidemia atual do
Zika tem como origem amostras obtidas a partir da American Type Culture
Collection (ATCC) é uma categoria especial de paranoia. Sim, a ATCC possui
conhecidas amostras de patogênicos em sua coleção de cultura biológica, e sim,
o Zika está entre elas, e SIM, cientistas podem requisitar acesso a esses
espécimes para fins de pesquisa. Mas não é exatamente como comprar uma pizza
online. Se você fizer um pedido de qualquer espécime que for minimamente
patogênico, precisa apresentar uma série de credenciais, e também precisa ter
esses documentos legais assinados por representantes da sua instituição de
pesquisa.
E de novo - podemos confiar em
qualquer organização associada com o homem que afundou o Titanic?
Claro que é controle populacional - por qual outro motivo a
principal vítima do vírus são as mulheres grávidas? E qual o melhor jeito de
colocar o plano em prática do que através de vacinas?
Existem algumas versões diferentes dessa teoria espalhadas
por aí, e é tudo um pouco nebuloso. Mas eis alguns "fatos" que
coletei a partir de uma "pesquisa":
– No fim de 2014, o governo brasileiro adicionou difteria,
tétano e coqueluche à lista de vacinas de rotina para mulheres grávidas
– O vírus Zika se espalhou pelo país em 2015
– A fundação Bill and Melinda Gates recentemente lançou um
programa para estudar as respostas imunológicas das mulheres grávidas às
vacinas contra difteria, tétano e coqueluche. Supostamente, esse seria o “teste
da segurança do regime de vacina”. No entanto:
Deixo vocês chegarem às suas próprias conclusões.
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