Funcionário
Luiz Augusto Cabral desapareceu neste domingo (31) à noite. Suspeita é de que
ele tenha caído ao checar nível de tanque, diz sindicato.
Um funcionário
da Reduc, refinaria da Petrobras em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense,
está desaparecido desde a noite deste domingo (31). De acordo com o Sindicato
de Petroleiros de Duque de Caxias (Sindipetro Caxias), o técnico de estocagem
Luiz Augusto Cabral pode ter caído em um dos tanques da refinaria.
Procurada, a
Petrobras confirmou o desaparecimento do funcionário, disse que está
investigando o sumiço e que presta assistência à família de Luiz Cabral. A
estatal, porém, não deu mais detalhes sobre o que pode ter ocorrido com o
funcionário.
Na tarde desta
segunda-feira (1), um grupo de representantes do Sindipetro foi à Reduc em
busca de respostas sobre o acidente e inspecionar o local. Um dos diretores da
instituição, Sérgio Abbade, falou ao G1 que os problemas na refinaria são antigos e que a entidade
luta, há pelo menos dois anos, para que as condições de trabalho melhorem.
"Tem
vários problemas [nos tanques]. Escadas e parapeitos, por exemplo", disse
o diretor.
Ainda de acordo
com Abbade, no tanque em que Cabral pode ter caído estava estocado um produto
chamado bright stock, um óleo lubrificante pesado. "Se ele
caiu no tanque, está morto", lamentou o diretor do Sindipetro.
Em nota no site
da entidade, o Sindipetro informou que, na tarde desta segunda, o tanque em que
Cabral pode ter caído estava sendo esvaziado para possibilitar a busca pelo
corpo do funcionário da Petrobras.
O local, de
acordo com o texto, apresenta indícios de que o acidente tenha de fato acontecido.
"A suspeita é de que ao subir no teto do tanque para aferir o nível de
armazenamento do reservatório, a estrutura cedeu devido à corrosão",
informa a publicação.
Segundo Abbade,
essa não será a primeira vez que a falta de manutenção nos tanques é denunciado
pelo sindicato. Na nota do site do Sindipetro, outro problema é apontado:
"o pequeno efetivo da operação"
De acordo com a
instituição, em 2014 o Ministério do Trabalho interditou alguns dos tanques
devido ao nível acentuado de corrosão na escada de acesso e no teto. "Além
disso, é antigo o problema da falta de iluminação adequada, pontilhão para
acesso, corrimão e guarda-corpo", informa a nota.
Uma equipe da
gerência de Caxias do Ministério do Trabalho vai, nesta terça-feira (2), à
Reduc inspecionar outros tanques e apurar as condições do local. A Polícia
Civil informou que a 60ª DP (Campos Elíseos) investiga o caso.

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