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(Fotos: Erika Enne)
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Quintal
de sua casa conta com cem metros quadrados e uma produção orgânica bastante
variada
Alface,
couve, agrião, pimenta, pimentão amarelo, milho, tomate, chuchu, salsa,
cebolinha, coentro, manjericão, além de mudas de açaí, cupuaçu e jambu são algumas
das espécies cultivadas no quintal de Sebastiana Galvão. Moradora do bairro São
Sebastião, ela conta com uma área de cerca de 100m², onde conseguiu montar uma
horta urbana e também um galinheiro.
Tudo é muito
bem organizado e manejado de forma a garantir a certificação de produtora
orgânica. Ela está no grupo do Sistema Participativo de Garantida (SPG), que
reúne cerca de 30 produtores rurais de Casimiro de Abreu que estão no processo
de certificação da Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio
de Janeiro (Abio).
Sebastiana
está certificando toda sua produção. As hortaliças são para o consumo próprio,
e o excedente para a venda. Já as mudas, são produzidas para serem
comercializadas. Ela fala sobre as vantagens de possuir o certificado orgânico.
"Além de agregar valor ao produto, permite a participação em feiras de
orgânico, inclusive no Rio de Janeiro", observou.
Todo o
processo de certificação é acompanhado por profissionais da Prefeitura de
Casimiro de Abreu. O engenheiro agrônomo Thiago Michelini e o técnico agrícola
Ciro Marques realizam as visitas técnicas para auxiliar a produtora a cumprir
algumas adequações exigidas pela Abio em sua propriedade. "Nesse processo
também trocamos experiências e informações de práticas sustentáveis. Aqui, por
exemplo, ela conseguiu aproveitar bem o espaço, e também fez um galinheiro, que
produz ovos para o consumo e venda, além do esterco que é utilizado na
adubação", observou Ciro.
A próxima
etapa da certificação da produção de Sebastiana é a visita de verificação, onde
serão preenchidos diversos formulários para serem encaminhados a Abio. "De
lá, a documentação segue para o Ministério da Agricultura, que retorna o
certificado para o produtor. Acredito que em até três meses, ela esteja certificada",
disse Ciro.
Além de
melhorar sua qualidade de vida com a agricultura orgânica, Sebastiana também
tem a proposta de trabalhar a educação ambiental. Ela está organizando o espaço
para receber grupos de estudantes e interessados no tema. "Queremos mostrar
que é possível cultivar seu próprio alimento em um espaço pequeno, contribuir
com a melhoria da nossa qualidade de vida", ressaltou.

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