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O
ex-presidente da Polônia e prêmio Nobel da Paz
Lech Walesa. (Marco
Bello/Reuters)
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"Cometi um erro, mas não como
dizem. Dei minha palavra de não revelá-lo. Certamente não agora. A não ser que
outros o façam. O supervisor do assunto segue vivo", disse
O ex-presidente polonês Lech
Walesa voltou a negar, nesta sexta-feira, que teria sido informante do serviço
secreto durante o comunismo, mas admitiu que cometeu um erro. "Não me
quebraram em dezembro de 1970, nem colaborei com os serviços secretos. Nunca
cobrei dinheiro nem fiz relatórios escritos ou orais", afirmou o prêmio
Nobel da Paz em um texto publicado em seu blog.
"Cometi um erro, mas não como
dizem. Dei minha palavra de não revelá-lo. Certamente não agora. A não ser que
outros o façam. O supervisor do assunto segue vivo. Teria que revelar a
verdade, espero que o faça. Eu tinha um coração muito terno", escreveu
Walesa sem revelar mais detalhes. Walesa foi novamente acusado de colaboração
com o serviço secreto comunistas após a descoberta de documentos na casa do
ex-ministro do Interior e chefe da polícia secreta, o general Czeslaw Kiszczak,
morto no ano passado. Os documentos foram obtidos pelo Instituto Polonês de
Memória Nacional (IPN).
"No arquivo há um envelope
com um compromisso manuscrito de colaboração, assinado Lech Walesa 'Bolek'.
Entre os documentos deste arquivo, também há recibos escritos, assinados com o
pseudônimo 'Bolek'", declarou na quinta-feira à imprensa Lukasz Kaminski,
diretor da instituição oficial que é responsável pela documentação de crimes
nazistas e da época comunista.
No passado, Walesa, de 72 anos,
reconheceu publicamente que havia "assinado um papel" por ordem da
polícia durante uma das várias detenções que sofreu quando era um sindicalista
opositor ao regime comunista. No entanto, classificou de absurda qualquer
acusação de colaboração com a polícia política.

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