O senador Aécio Neves (MG),
presidente nacional do PSDB, disse, nesta quarta-feira, que os integrantes do
partido vão “botar a cara” nas ruas nas próximas manifestações pelo impeachment
da presidente Dilma Rousseff, previstas para o dia 13 de março. Aécio se reuniu
com deputados federais da sigla para “unificar o discurso” no apoio ao
impeachment e à ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pede a cassação
da chapa de Dilma, ao mesmo tempo em que defendem uma agenda propositiva no
Congresso Nacional.
— Ontem (terça-feira) fizemos uma
conversa com todos os presidentes e líderes dos partidos de oposição e
definimos nos engajar nesse movimento conduzido por lideranças da sociedade
para as manifestações do dia 13. Vamos botar, sim, a nossa cara e dizer “basta”
a tudo isso que vem acontecendo com o Brasil — disse o senador.
Questionado se ele mesmo iria às
manifestações, Aécio respondeu:
— Estou avaliando essa
possibilidade. Estive nas últimas manifestações, é bem possível que eu esteja,
sim.
Os tucanos anunciaram que preparam
para março um evento para apresentar propostas na área social, porque, na
avaliação de Aécio, “há um vácuo gravíssimo de poder” no país. Segundo o
presidente do PSDB, a sigla quer “debater” com o governo e o PT políticas
sociais.
— Vamos debater com o governo e
com a base, trazendo para o Congresso um conjunto de propostas que, ao meu ver,
dão uma dimensão maior de como retirar definitivamente da miséria e da extrema
pobreza uma parcela enorme de brasileiros. Apresentando alternativas à essa
visão atrasada, arcaica e conservadora de compreender a pobreza apenas na
ausência de renda.
Aécio vem afirmando que o governo
Dilma “não vai conseguir reiniciar seu processo de retomada do crescimento”.
Ele citou a eleição na Argentina como exemplo de que uma “troca” de governantes
pode emitir sinais positivos para o mercado e para a sociedade. Sobre a
pesquisa CNT/MDA que o apontou, em um cenário estimulado (quando os nomes dos
candidatos são apresentados aos entrevistados) com 24,6% das intenções de voto
para as eleições presidenciais de 2018, à frente do ex-presidente Lula, o
tucano respondeu:
— É uma pesquisa positiva para as
oposições. Se você contabilizar os números da oposição a diferença é maior
ainda, mas isso é momento. O PSDB tem que está preparado com o embate com o PT
quando ele vier a se dar.
* Estagiário sob supervisão de
Paulo Celso Pereira
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