O juiz federal Sergio Moro afirmou
na segunda-feira (1º) que alguns advogados que atuam na Operação Lava Jato
abusam do direito de defesa.
A crítica do juiz está na sentença
na qual ele condenou o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge
Zelada a 12 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrução passiva e
lavagem de dinheiro, além de multa. De acordo com o juiz, os advogados
apresentam inúmeros pedidos de produção de prova para atrasar o fim da ação
penal. Moro disse que os advogados de Zelada alegaram cerceamento de defesa
pelo indeferimento da oitiva de uma testemunha que mora nos Estados Unidos.
Segundo o magistrado, os Estados Unidos só cumprem acordos de cooperação quando
as testemunhas são arroladas pela acusação. Para Moro, se há um obstáculo
imposto pela Justiça americana, e não pela brasileira, não há cerceamento de
defesa.
Sérgio Moro ressalta que os
advogados do ex-diretor da Petrobras não esclareceram a origem de 11,5 milhões
de euros encontrados em contas não declaradas por Zelada no exterior, mas apresentou
inúmeros requerimentos para retardar o fim do processo. "No processo
ou fora dele, em manifestos ou entrevistas a jornais, reclamam da condução do
processo, imaginando uma fantasiosa perseguição aos seus clientes, sem, porém,
refutar as provas apresentadas pela acusação, e não só as declarações dos
colaboradores, mas a prova documental que, em geral, as acompanha, como no caso
a prova documental da fortuna mantida em segredo pelo acusado Jorge Luiz Zelada
no exterior", argumentou Moro.
No mês passado, mais de 100
advogados publicaram, em diversos jornais do país, uma carta aberta na qual
criticaram a condução da Operação Lava Jato. Para os advogados, a investigação
desrespeita os direitos e garantias fundamentais dos acusados. Com informações
da Agência Brasil.
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